Chefão da Lamborghini diz que seu carro elétrico continua adiado e provoca a Ferrari
A Lamborghini voltou a defender a decisão de adiar indefinidamente seu primeiro carro elétrico. Enquanto a Ferrari apresentou na última semana o Luce, seu primeiro modelo movido exclusivamente a bateria, a rival de Sant’Agata afirmou que ainda não vê demanda suficiente de seus clientes para abandonar os motores a combustão.
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O CEO da Lamborghini, Stephan Winkelmann, afirmou à rede americana NBC que postergar a estreia do primeiro elétrico da marca foi a decisão certa. Segundo o executivo, cada fabricante precisa seguir sua própria estratégia, mas a Lamborghini entende que seu público ainda procura carros emocionais, e não apenas meios de transporte práticos.
–Divulgação/Quatro Rodas
A fabricante italiana havia revelado em 2023 o conceito Lanzador, um GT 2+2 que seria o primeiro elétrico da empresa. Inicialmente previsto para 2028, o lançamento acabou adiado para 2029 e, posteriormente, suspenso sem nova data definida. Agora, o futuro quarto modelo da Lamborghini deve adotar motorização híbrida plug-in, seguindo a linha de desenvolvimento do Revuelto.
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“Não estamos vendendo mobilidade”, afirmou Winkelmann anteriormente à publicação CarExpert. “Ninguém compra uma Lamborghini porque precisa ir do ponto A ao ponto B.”
A fala acontece justamente após a apresentação do Ferrari Luce, modelo que dividiu opiniões entre fãs e especialistas. Até Luca di Montezemolo, ex-presidente da Ferrari responsável pela recuperação financeira da marca nos anos 1990, criticou o visual do elétrico e sugeriu que ele não mereceria usar o tradicional cavalo rampante.
–Divulgação/Quatro Rodas
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A Lamborghini aproveitou o momento para publicar nas redes sociais imagens do Revuelto, híbrido plug-in equipado com motor V12, acompanhadas da legenda “orgulhosos de manter seus sonhos vivos”. Embora não tenha citado diretamente a Ferrari, a postagem foi amplamente interpretada pelo mercado como uma provocação à rival de Maranello.
Segundo Winkelmann, a ideia de carro dos sonhos ainda pesa fortemente na estratégia da empresa. Para o executivo, os clientes da Lamborghini continuam associando superesportivos ao som, à vibração e ao comportamento dos motores a combustão, algo que os elétricos ainda não conseguiram reproduzir de forma convincente.
Lamborghini VenenoDivulgação/Lamborghini
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O movimento acompanha uma tendência já vista entre outras fabricantes de nicho. Porsche, Maserati e Lotus também reduziram ou adiaram planos para esportivos totalmente elétricos recentemente, enquanto a Nissan confirmou que a próxima geração do GT-R não será exclusivamente elétrica.
Mesmo assim, dentro do Grupo Volkswagen ainda há projetos desse tipo em andamento. A Audi segue desenvolvendo um esportivo elétrico baseado no Concept C, previsto para estrear no próximo ano. Rouven Mohr, ex-diretor técnico da Lamborghini e hoje na Audi, reconhece o potencial técnico dos elétricos pelo controle individual de torque, mas admite que a experiência emocional da condução ainda não convence os puristas.
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