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Rival da Porsche, Lotus fecha acordo e venderá carros no Brasil pela primeira vez

Rival da Porsche, Lotus fecha acordo e venderá carros no Brasil pela primeira vez

Agora é oficial: a Lotus terá representação comercial para vender carros no Brasil. Um grupo empresarial brasileiro assinou o contrato para representar a lendária marca fundada por Colin Chapman. A estreia poderá acontecer entre o fim de 2026 e o início de 2027.

O movimento ainda é mantido em sigilo pelas partes, mas valida a apuração feita por Quatro Rodas em julho de 2024. Na ocasião, antecipamos que a Geely — dona também da Volvo e da Zeekr — estudava quais das 13 marcas que controla (entre elas a Lotus) poderiam ser introduzidas no Brasil.

A Lotus é mais uma confirmada: a Lynk&Co estreia em 2026 e a Smart prepara seu retorno com SUVs elétricos, enquanto a Polestar, que deveria ter estreado em 2025, segue em compasso de espera. Quem estreou em 2025 foi a própria Geely, que comprou 26,4% da operação da Renault no Brasil e começará a montar seus carros em São José dos Pinhais (PR) no segundo semestre deste ano.

Lotus Emira, Emeya e EletreIA/Quatro Rodas

A chegada da Lotus, porém, tem peso diferente. Ela aterrissa não apenas como uma marca de elétricos de luxo, mas trazendo o peso de um legado de Fórmula 1 e dinâmica veicular de referência, mas em um momento no qual grande parte da sua oferta de modelos é composta por elétricos. A operação deve combinar a tradição da fábrica de Hethel, no Reino Unido, com a capacidade produtiva de Wuhan, na China.

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A operação da Lotus preencherá a lacuna de “superluxo” no ecossistema da Geely no Brasil. Enquanto a Volvo foca em segurança e eletrificação premium, e a Zeekr ataca com o luxo tecnológico, permitindo que a Lotus torne-se a vitrine de performance e exclusividade. Detalhes sobre a operação e data exata do início das vendas podem ser revelados nos próximos meses.

O último dos puristas

Emira tem tração traseira e pode ter motor V6 central-traseiroDivulgação/Lotus

Para os entusiastas, a grande notícia é a vinda do Lotus Emira. Trata-se do último carro da marca movido puramente a combustão e o único Lotus ainda feito na Inglaterra. Ele foi criado para brigar diretamente com o Porsche 718 Cayman, apostando na receita clássica: motor central-traseiro, tração traseira e foco total na conexão com o piloto. No entanto, o Porsche já saiu de linha.

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Mecanicamente, o cupê utiliza dois conjuntos conhecidos: um quatro cilindros 2.0 turbo de 365 cv (de origem Mercedes-AMG) com câmbio de dupla embreagem, ou o V6 3.5 com compressor e 406 cv (de origem Toyota), que pode ser acoplado a um câmbio manual. No Brasil, seu preço ficará ao redor de R$ 1 milhão.

A nova era: SUVs e Sedãs de 900 cv

Lotus EletreDivulgação/Quatro Rodas

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Se Colin Chapman pregava a leveza dos seus carros como o segredo para o desempenho dos seus carros nas pistas, hoje a Lotus depende de carros elétricos para sustentar sua operação. Os outros carros da marca são elétricos fabricados na China.

O principal deles é o Lotus Eletre, um SUV de mais de 5,10 m que rompe com o mantra de leveza de Colin Chapman para entregar força bruta. O modelo elétrico tem o porte dos Lamborghini Urus e Ferrari Purosangue. Nas versões de topo do elétrico, tem 918 cv e torque que supera os 100 kgfm, permitindo um 0 a 100 km/h na casa dos 2,9 segundos.

Emeya: seu estilo não faz nenhuma referência a outros Lotus do passadoDivulgação/Quatro Rodas

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Uma carta na manga para o Brasil pode ser a recém-anunciada versão com extensor de autonomia (EREV). Diante da desaceleração global dos elétricos puros, a Lotus reviu sua estratégia e equipou o Eletre com um motor a combustão (um 2.0 de 282 cv conhecido dos Volvo) que atua apenas como gerador, elevando a autonomia para mais de 1.000 km — solução ideal para países continentais, como a China e o Brasil.

A gama deve ser completada pelo Lotus Emeya, um “hiper-GT” de quatro portas. Este sedã utiliza a mesma arquitetura elétrica de 800V do SUV, permitindo recargas ultrarrápidas, e se posiciona como rival direto do Porsche Taycan. Só que o histórico do Taycan dá a letra: carros elétricos de luxo já não fazem sucesso no Brasil.

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