Novo BYD Dolphin 2027 chega ao Brasil na versão Special Edition por R$ 159.990
O BYD Dolphin 2027 chegou ao Brasil com uma estratégia bem incomum. O hatch renovado será vendido em uma versão única, chamada Dolphin Special Edition, enquanto o restante da linha seguirá sem alterações. O hatch elétrico adota a nova identidade visual da marca e estreia um motor de 177 cv inédito no país. Com o preço de R$ 159.990, ele ficará em uma posição intermediária, entre as versões GS (R$ 149.990) e Plus (R$ 184.800).
A principal mudança mecânica está na estreia do motor elétrico em uma nova configuração. O BYD Dolphin 2027 Special Edition passa a utilizar o motor elétrico dianteiro herdado do SUV Yuan Pro. O propulsor entrega 177 cv de potência e 29,5 kgfm de torque instantâneo. Em relação ao modelo GS de entrada de 95 cv, o ganho é expressivo (82 cv e 11,1 kgfm a mais). Segundo a marca, o hatch passa a acelerar de 0 a 100 km/h em 8 segundos e atinge a velocidade máxima de 160 km/h.
–Henrique Rodriguez/Quatro Rodas
Para lidar com o desempenho superior e o peso de 1.485 kg, a engenharia realizou atualizações profundas no chassi. A maior novidade é a adoção da suspensão traseira independente do tipo multilink, substituindo o simples eixo de torção da antiga versão de entrada. O sistema de freios mantém discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira.
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A gestão de energia também evoluiu para otimizar o tempo de viagem. A bateria Blade passa a oferecer 45,1 kWh de capacidade e o sistema elétrico foi atualizado para suportar recargas mais potentes em corrente contínua (DC). A potência máxima de entrada subiu para 80 kW (um ganho de 15 kW em relação ao antecessor). Na prática, o proprietário gasta cerca de 25 minutos para levar a carga de 30% a 80% em carregadores rápidos.
Do lado de fora, as mudanças vão além da estética e afetam as dimensões. O hatch adota para-choques mais proeminentes e chega aos 4,28 m de comprimento (ganho de 15,5 cm sobre os antigos 4,12 m), alteração feita para melhorar a absorção de impactos. As demais medidas são 1,77 m de largura, 1,57 m de altura e 2,70 m de distância entre-eixos, preservando o bom espaço interno. O porta-malas acomoda 250 litros. O visual fica mais orgânico com novos arranjos internos nos faróis e lanternas.
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Na cabine, a fabricante corrigiu antigas falhas de ergonomia. O BYD Dolphin Special Edition abandonou o seletor de marchas no painel, adotando uma haste na coluna de direção. O espaço liberado no console abriga um carregador de celular por indução de 50W e uma geladeira integrada. A central multimídia de 12,8 polegadas perdeu a capacidade de girar, mas ganhou conexão 5G, enquanto o painel de instrumentos digital saltou de 5 para 8,8 polegadas (um ganho de 3,8 polegadas), agora capaz de mostrar o mapa do Waze ou Google Maps. A multimídia ainda passa a contar com o Sistema Automotivo do Google, permitindo baixar aplicativos.
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Apesar da expectativa, Alexandre Baldy, vice-presidente da BYD no Brasil, diz que o Dolphin Special Edition não irá substituir as demais configurações do hatchback, chegando como uma opção extra no portfólio. O executivo fez questão de destacar que o Dolphin que está nas lojas não terá alterações – pode ser um discurso para ajudar a vender as unidades remanescentes e não criar um conflito com os clientes como aconteceu com o Song Plus, que mudou duas vezes recebendo um novo design e uma bateria maior.
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