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Nova geração do Renault Kwid terá nova plataforma e está em desenvolvimento na Índia

Nova geração do Renault Kwid terá nova plataforma e está em desenvolvimento na Índia

Lançado em 2015 na Índia, o Renault Kwid já completou 11 anos de mercado e, até agora, a fabricante não fala oficialmente sobre uma nova geração do subcompacto. Enquanto o subcompacto aguarda mais uma reestilização no Brasil, a Índia já desenvolve uma nova geração com uma nova plataforma, feita para substituir a arquitetura CMF-A do hatch atual.

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Desde o seu surgimento, o hatch é construído sobre a arquitetura CMF-A, focada estritamente em redução de custos. Segundo a marca, as expectativas do consumidor evoluíram rapidamente, tornando a atual plataforma obsoleta para receber novos pacotes de conectividade ou conjuntos mecânicos mais complexos.

Para solucionar o problema, a nova geração será montada sobre a base RGEP (Renault Group Entry Platform). O objetivo é que essa arquitetura forme a espinha dorsal de todos os veículos compactos da montadora posicionados na faixa abaixo de 1 milhão de rúpias indianas. Em conversão direta, isso equivale a cerca de R$ 66.000, valor que hoje é insuficiente para comprar um Kwid na versão de entrada no Brasil (vendida por R$ 78.690).

O novo Bridger, que ficará abaixo do Duster no mercado asiático, também será feito com esta plataformaDivulgação/Renault

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A adoção da plataforma RGEP também permitirá a criação de diferentes estilos de carroceria na mesma linha de montagem. Isso significa que, além do hatch, os Triber e Kiger, utilitários derivados do Kwid, também receberão atualizações profundas nos próximos anos para se alinharem ao novo padrão de engenharia do grupo.

A principal evolução mecânica anunciada para a nova plataforma é o suporte integrado para múltiplos combustíveis. A arquitetura foi desenhada para abrigar instalações de gás natural (GNV) direto de fábrica de forma nativa, atendendo uma demanda comum na Índia por versões abastecidas com gás. Na prática, essa engenharia preserva o espaço original do porta-malas, corrigindo um dos maiores defeitos das adaptações convencionais de cilindros.

Esta solução também serve para uma nova versão elétrica. As baterias podem ser posicionadas no mesmo lugar onde ficariam os tanques de gás natural, evitando que roubem espaço do porta-malas.

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A nova base vai permitir que o Kwid tenha mais uma versão elétrica no futuroFernando Pires/Quatro Rodas

O hatch ainda receberá uma arquitetura eletrônica superior. Isso permitirá a instalação de centrais multimídia mais rápidas e painéis de instrumentos digitais mais eficientes. As opções de motorização a combustão, que hoje orbitam o motor 1.0 aspirado, também passarão por atualizações para se adequarem às novas regras de emissões.

A possibilidade de oferecer motorzações diferentes é um dos pilares da nova plataforma. Além de permitir carrocerias diferentes, a arquitetura pode usar motores a combustão, a gás, elétricos e com sistema híbrido, assim como tração dianteira, integral e integral com um motor elétrico.

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Isto reflete uma das mudanças que estão acontecendo no mercado indiano. Antes muito forte no país, o diesel tem perdido espaço após a adoção de novas regras de controle de emissões, que provocou o encarecimento dos carros. Muitas fabricantes, incluindo a Renault, começam a ver os híbridos como uma alternativa, motivo pelo qual o novo Duster indiano receberá uma versão HEV no segundo semestre.

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O pacote mais recheado, contudo, gera um contraponto comercial. Ao refinar a engenharia e adicionar conectividade a uma base que nasceu para ser espartana, a fabricante inevitavelmente pressiona a margem de lucro. O ganho de qualidade e versatilidade cobrará seu preço na etiqueta final das lojas.

Enquanto o Kwid não ganha uma nova geração, a Renault prepara uma mudança para o modelo nacional, inspirada no elétrico Kwid E-Tech (que encerrou as vendas no país recentemente). O subcompacto tem rodado em testes no país e a apresentação é esperada para o segundo semestre.

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