Nova Toyota Hilux recebe nota máxima em teste de colisão e chega ao Brasil em 2027
A nova Toyota Hilux 2026 acaba de provar que sua robustez vai além do chassi. A nova geração da picape média conquistou a nota máxima de 5 estrelas nos rigorosos testes de segurança do ANCAP (o programa de avaliação de carros novos da Austrália e Nova Zelândia), divulgados em dezembro de 2025.
O resultado é válido para todas as versões da picape vendidas na Oceania (exceto a variante Rugged X) e antecipa o padrão de segurança que podemos esperar para o modelo global. A grande novidade técnica que garantiu a nota foi a inclusão de um airbag central, dispositivo projetado para evitar o choque entre as cabeças do motorista e do passageiro em colisões laterais.
Para alcançar esse nível de proteção, a Toyota Hilux 2026 não economizou em equipamentos de série. Além do inédito airbag central, a picape sai de fábrica com airbags frontais duplos, laterais e de joelho para o motorista.
O pacote de segurança ativa (ADAS) é extenso e decisivo para a nota. O modelo conta com frenagem autônoma de emergência (AEB) capaz de detectar pedestres, ciclistas e motociclistas. O sistema de suporte de faixa inclui assistente de permanência (LKA), aviso de saída (LDW) e manutenção de emergência (ELK). Outro destaque é o sistema avançado de assistência de velocidade (SAS), que lê placas de trânsito para ajustar ou alertar o condutor.
Continua após a publicidade
–ANCAP/Divulgação
Os números detalhados do crash-test revelam uma proteção consistente:
Proteção para Adultos: A Hilux atingiu 84% (33,96 de 40 pontos). No teste de barreira deformável frontal, a proteção foi considerada “Boa” ou “Adequada” para a maioria das partes do corpo. No impacto lateral, a proteção para o motorista foi classificada como “Boa”, com o airbag central provando sua eficácia ao evitar a interação entre os ocupantes.
Proteção para Crianças: A picape brilhou com 89% (44 de 49 pontos). A proteção para os manequins simulando crianças de 6 e 10 anos foi “Boa” tanto em impactos frontais quanto laterais.
Usuários Vulneráveis: Com 82%, o sistema de AEB mostrou-se eficaz na detecção de pedestres e ciclistas, inclusive em testes contra abertura de portas (anti-dooring).
Continua após a publicidade
Contudo, houve um trade-off estrutural. O ANCAP deduziu oito pontos na avaliação porque a estrutura dianteira da Hilux foi identificada como um “risco” para os ocupantes de um veículo que venha em sentido contrário, devido à rigidez e altura do conjunto.
–ANCAP/Divulgação
A engenharia da Toyota Hilux 2026 focou na prevenção. O sistema de detecção de presença infantil (CPD) é item de série nas versões de cabine dupla, utilizando sensores nos bancos traseiros para evitar que crianças sejam esquecidas no veículo – uma tecnologia ainda rara no segmento de utilitários.
Continua após a publicidade
Apesar da excelência geral, o relatório técnico apontou uma falha de ergonomia na segurança passiva: a ausência de ancoragem top tether (o ponto superior do Isofix) na posição central do banco traseiro. Por conta disso, o órgão não recomenda a instalação de cadeirinhas infantis no meio do banco de trás.
Toyota Hilux 2027Divulgação/Toyota
No Brasil em 2027
A aguardada nona geração da Toyota Hilux teve seu cronograma definido, postergando a estreia no Brasil para o início de 2027, com a produção na fábrica argentina de Zárate prevista para começar apenas no final de 2026.
Continua após a publicidade
O lançamento será escalonado, priorizando as configurações a diesel convencionais, enquanto as primeiras unidades pré-série serão montadas em meados de 2026 para os ajustes finais da linha de montagem; já o SUV SW4 tem início de fabricação estimado entre março e abril de 2027.
–Divulgação/Toyota
A grande revolução mecânica reside na nova estratégia “multienergia”: além de manter o motor 2.8 turbodiesel, a picape receberá uma variante híbrida leve (MHEV) de 48V no segundo trimestre de 2027 e, futuramente, uma inédita versão 100% elétrica.
Esta configuração elétrica terá tração integral garantida por dois motores que somam 196 cv, mas com foco claro em operações urbanas ou frotas específicas, dada a bateria de 59,2 kWh que limita a autonomia a estimados 240 km e a capacidade de reboque a 1.600 kg.
Publicidade
Leia a materia completa na fonte original:
Ver no Quatro Rodas