Fiat Grande Panda brasileiro será o novo Argo 2027, diz CEO
O mistério acabou e a confirmação veio do topo. O próximo hatch compacto da Fiat fabricado no Brasil se chamará Fiat Argo. A informação foi confirmada por Olivier François, CEO global da marca, em entrevista ao site francês Auto Infos. Segundo o executivo, o modelo será a versão nacional do Grande Panda europeu e será produzido em Betim (MG) — unidade citada por ele como “Belo Horizonte” — mantendo o nome Argo, já consolidado como líder de vendas na América do Sul.
A decisão faz parte de uma estratégia global inédita da Fiat, que busca unificar suas gamas na Europa e na América do Sul. Para François, a lógica de desenvolver carros diferentes para cada continente chegou ao fim. O foco agora está em modelos globais, capazes de ganhar escala produtiva e reduzir custos industriais.
Além de confirmar o nome do novo modelo, François fez um raro mea culpa. O CEO reconheceu ao Auto Infos que a Fiat elevou demais seus preços nos últimos anos, o que impactou negativamente o volume de vendas na Europa, com queda de 13% em 2025.
A diretriz para 2026, segundo ele, é clara: recuperar a acessibilidade. O novo Fiat Argo nasce dentro desse contexto. A adoção da plataforma global STLA Smart — evolução da CMP — permite amplo compartilhamento de componentes, reduzindo custos. Com isso, a meta é disputar preço diretamente com Volkswagen Polo Track e Chevrolet Onix.
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Para sustentar preços mais competitivos, o novo Fiat Argo deve repetir a estratégia de versões de entrada simplificadas. O motor 1.0 Firefly de três cilindros, com até 75 cv e 10,7 kgfm, será mantido nas configurações básicas, voltadas a frotistas e vendas diretas.
As versões intermediárias e superiores usarão o motor 1.0 Turbo 200, com 130 cv e 20,4 kgfm, associado a um sistema elétrico de 12V (MHEV), que ainda não fez sua estreia na linha do hatchback. Trata-se de um híbrido leve, no qual um motor elétrico multifuncional substitui alternador e motor de partida, auxiliando nas arrancadas e reduzindo o consumo urbano, sem a complexidade dos híbridos plenos.
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O câmbio será o automático CVT com simulação de sete marchas, enquanto as versões de entrada terão a conhecida caixa manual de cinco posições.
A entrevista também revelou os próximos passos da Fiat no segmento de médios. A partir do segundo semestre de 2026, a marca lançará uma nova família de modelos do segmento C, possivelmente incluindo um SUV e um SUV-cupê, com foco em maior espaço interno e posicionamento de preço mais agressivo. Esses produtos devem substituir, de forma indireta, Pulse e Fastback.
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Outro ponto de destaque envolve as picapes. François afirmou que a sucessora da Fiat Strada está sendo desenvolvida como um projeto global, com potencial de venda também na Europa. Hoje baseada em uma plataforma antiga, a próxima geração deverá ser mais sofisticada e, nas palavras do CEO, “atraente o suficiente para ser vendida aqui”.
Visualmente, o novo Fiat Argo seguirá o conceito de “pixel design” do Grande Panda, com linhas mais retas e aparência robusta, próxima à de um SUV compacto. As dimensões devem ficar próximas aos 3,99 metros do modelo europeu, praticamente idênticas aos 4,00 metros do Argo atual.
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A principal evolução estará no entre-eixos, que será otimizado para melhorar o espaço no banco traseiro, um dos pontos mais criticados do projeto atual. No interior, são esperadas telas flutuantes para o painel de instrumentos e a central multimídia, além do uso de materiais reciclados, alinhados à estratégia de sustentabilidade da Stellantis.
A produção do novo Fiat Argo começa em 2026, em Betim (MG), com foco não apenas no mercado brasileiro, mas também na exportação para a América Latina. O modelo também será fabricado em unidades destinadas à África e ao Oriente Médio, reforçando o plano da Fiat de criar um compacto global com grande volume de vendas.
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