Quatro Rodas

Omoda chama de ‘caso isolado’ acidente de Quatro Rodas com carro de teste

Omoda chama de ‘caso isolado’ acidente de Quatro Rodas com carro de teste

Na edição de novembro de 2025, relatamos um acidente que tivemos com o Omoda 5 HEV, cedido pela marca para teste. Durante um deslocamento, o SUV apresentou acelerações involuntárias e não respondeu aos comandos do motorista (este que escreve) para frear. Bati na traseira de um GWM Haval H6 e sofri ferimentos leves (no joelho, contra o painel, e nas costelas, que se chocaram com o volante). Isso fez com que o SUV ficasse de fora do comparativo publicado naquele mês.

Após o acidente, a Omoda&Jaecoo colocou-se à disposição para dar assistência aos envolvidos e prometeu realizar investigações sobre o caso, identificando a unidade acidentada como um protótipo e parte de um lote de dez exemplares trazidos ao Brasil para atividades de lançamento, como testes de imprensa.

Começou um longo período de conversas, online e presenciais, entre executivos da empresa e a redação, sem que um diagnóstico do problema fosse apresentado. No dia 5 de fevereiro, a empresa nos enviou um e-mail comunicando seu posicionamento, com os resultados de testes e averiguações realizadas depois do acidente.

O freio falhou e o dispositivo de emergência não funcionouGuilherme Fontana/Quatro Rodas

A mensagem afirmava que “na análise específica do veículo envolvido, não foram encontrados códigos de falha ativos ou armazenados (DTC), incluindo no sistema de frenagem”. E acrescentava que, além desse procedimento, as equipes de engenharia e experimentação também realizaram testes dinâmicos nas demais nove unidades do lote de demonstração, e em outras dez de um lote já destinado a clientes finais. Esses testes, segundo a marca, foram feitos simulando as situações relatadas por nós instantes antes da colisão, por mais de três horas de trabalho, rodando 150 km, em velocidades entre 30 e 45 km/h.

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Não foram feitos ensaios em velocidade constante de 80 km/h, condição mencionada por nós nas conversas com a fábrica. Foi nessa situação que o veículo passou a apresentar acelerações involuntárias, antes de bater. O incremento de velocidade ficava próximo a 10 km/h. A colisão com o Haval H6 ocorreu quando o trânsito parou e o Omoda seguiu acelerando, sem obedecer aos comandos de frenagem.

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Ainda no que diz respeito à unidade acidentada, a O&J esclareceu que os airbags não foram acionados porque “não houve parâmetros necessários para a deflagração das bolsas, já que envolveu uma barreira móvel ou deformável (um outro veículo), e por ter sido uma desaceleração progressiva decorrente de frenagem”. Porém, não houve desaceleração progressiva, uma vez que, na ocasião, os freios não responderam e a suposta barreira móvel, o Haval H6 atingido, estava completamente parado.

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Questionada sobre o fato de a luz espia dos airbags estar acessa (já antes do acidente), a empresa disse que o alerta apontava apenas um falha que havia nos sensores dos cintos de segurança, mas que os airbags estariam aptos para funcionar.

Guilherme Fontana/Quatro Rodas

Outro recurso que em nosso entender deveria entrar em ação, mas não entrou, foi o de frenagem autônoma de emergência. Segundo a O&J, no entanto, os dispositivos do sistema ADAS “são projetados para atuar dentro de parâmetros técnicos específicos, que dependem das características e dinâmica de cada ocorrência”, as quais não teriam sido verificadas em nosso acidente.

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Enquanto esperávamos as respostas da fábrica, apuramos que pelo menos outra unidade (das outras nove usadas no lançamento) apresentou acelerações involuntárias, conforme relatos de colegas da imprensa, informação que chegou ao conhecimento da empresa, como depois a O&J confirmou. Feliz-mente, essa unidade não se envolveu em acidente.

Apesar das explicações, o e-mail não esclareceu as causas do acidente e, sem justificar o ocorrido, a empresa não consegue assegurar que esse tipo de evento (provocado pelos mesmos motivos) não se repetirá. Ao final da mensagem, a O&J se coloca à disposição dos clientes para esclarecimentos e suporte técnico por meio de seus canais de atendimento e da rede de concessionárias.

Guilherme Fontana/Quatro Rodas

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Após publicada a reportagem na edição de março de QUATRO RODAS, a marca enviou uma nova nota reafirmando que “a segurança de condutores e passageiros é prioridade absoluta em todas as etapas de desenvolvimento, testes e comercialização de seus veículos”, e dizendo que “realiza monitoramento contínuo e atualizações constantes para o aprimoramento de seus produtos”.

A Omoda&Jaecoo repetiu no novo comunicado que testou os modelos do lote pré-série trazido ao Brasil “exclusivamente para atividades de pré-lançamento”, do qual pertencia a unidade do acidente. “Nos testes realizados até o momento, não foram identificada falhas nos sistemas de frenagem ou qualquer comportamento irregular de aceleração nas unidades analisadas, indicando a possibilidade do ocorrido estar relacionado a uma condição específica do veículo pertencente ao lote pré-série”, diz a nota assinada pela empresa.

A unidade envolvida teve apenas sistemas de registro analisados, já que segue sem previsão de reparos e, portanto, não pode ser avaliada em condições reais. Mesmo após possíveis reparos, o teste poderia não revelar problemas pelas alterações sofridas na colisão.

Por fim, a nota é encerrada com a empresa prometendo que aprofundará as investigações e fará análises adicionais na unidade envolvida, e nas demais do lote pré-série, para assegurar uma avaliação completa e conclusiva.

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Leia a materia completa na fonte original:

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