Caoa Chery Tiggo 7 Pro: desvendamos os segredos do SUV médio com preço de compacto
O Caoa Chery Tiggo 7 Pro ganhou boa fama nos últimos anos por sua atraente relação de custo-benefício, tornando-se uma peça coringa entre os SUVs médios. Isso porque, apesar de ocupar um segmento superior, ele tem preços semelhantes (ou, por vezes, menores) do que de SUVs compactos.
https://youtu.be/vflvb3tBCYs
Por isso, QUATRO RODAS convocou o modelo em uma ocasião bastante oportuna: o segmento dos SUVs médios tem recebido atenção com a chegada de novos competidores, entre eles os recém-lançados Renault Boreal e Volkswagen Taos. Além, é claro, dos líderes Jeep Compass e Toyota Corolla Cross, e dos chineses, como BYD Song (Pro e Plus) e GWM Haval.
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A configuração do Tiggo 7 oferecida pela Caoa Chery foi a Pro Max Drive, a segunda mais barata da gama, mas a mais cara equipada com motor apenas a combustão, sem qualquer tipo de eletrificação. Ela parte de R$ 169.990, abaixo do cobrado nas tabelas de todos os concorrentes.
–Fernando Pires/Quatro Rodas
Sem extravagâncias
Embora seja uma das versões mais baratas, o Tiggo 7 Pro Max Drive não demonstra simplicidade em nada, inclusive no visual. Sua aparência, aliás, é bem conhecida há anos e se mantém atual por não utilizar elementos extravagantes que possam ter prazo de validade.
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A dianteira é sóbria, com faróis afilados, faróis de neblina e elementos verticais iluminados, tudo em led. A grade, apesar de grande, com efeito tridimensional e detalhes em formato de diamantes, não tem exageros. De lado, as rodas são de 18 polegadas com acabamento diamantado, e há cromados nas bordas das janelas.
–Fernando Pires/Quatro Rodas
Visto de traseira, se destacam as lanternas que vão de um lado a outro, atravessando a tampa do porta-malas. Uma solução, hoje, genérica, mas que acompanha os Tiggo há um bom tempo. Incomodam apenas a quantidade de logotipos, especialmente do lado esquerdo. Ocultar alguns deles daria um visual mais limpo.
A sobriedade também aparece no interior do Tiggo 7. Predominam as linhas horizontais e tons escuros, apenas com detalhes (como frisos no painel e no volante, e saídas de ar) em cinza ou cromados. A iluminação ambiente também quebra a monotonia, mas poderia ser mais indireta, e há uma boa quantidade de botões físicos.
–Fernando Pires/Quatro Rodas
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Na prática, a cabine do Tiggo 7 está uma geração atrás das atuais tendências vindas da China, que apresentam grandes telas e painéis mais limpos, quase sem botões físicos. Isso, porém, pode ser uma vantagem para o Caoa Chery, que acaba por se diferenciar – pelo bem ou pelo mal.
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As telas também demonstram que ele está atrasado, especialmente em layout e qualidade de imagem (com muito brilho, sem tanto contraste), mas cumprem bem suas funções. O quadro de instrumentos tem 12,3 polegadas e, a central multimídia (com Android Auto e Apple CarPlay sem fio), tem 10,25 polegadas, ambos apenas com o necessário e sem visual tão atraente.
–Fernando Pires/Quatro Rodas
O acabamento, por sua vez, é caprichado e acima da média dos modelos encontrados pelo mesmo preço. Há boa variedade de materiais e texturas, com preto brilhante, plástico que imita alumínio, revestimentos sintéticos e áreas emborrachadas, como no topo do painel e das portas. Os bancos, sempre em preto, também recebem revestimento sintético que imita couro.
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–Fernando Pires/Quatro Rodas
Espaço e equipamentos fazem a boa fama
Embora possa custar cerca de R$ 50.000 a menos do que seus principais concorrentes em versões topo de linha, o Tiggo 7 Pro Max Drive não deve itens relevantes. De série, o modelo oferece ar-condicionado digital de duas zonas, faróis full led com facho alto automático, sistema de câmeras 360°, carregador de celulares por indução, teto solar panorâmico elétrico, porta-malas com abertura automática e sensor de chuva.
–Fernando Pires/Quatro Rodas
Há ainda retrovisores externos elétricos com aquecimento, seis airbags e pacote ADAS, com alerta de colisão frontal com frenagem automática (incluindo pedestres e ciclistas), piloto automático adaptativo, assistente de permanência em faixa, alerta de saída de faixa, alerta de pontos cegos, assistente de tráfego cruzado traseiro e monitoramento de pressão e temperatura dos pneus.
O sistema de som tem seis alto-falantes não é assinado – o preço cobrado concede perdão -, mas há sensores de estacionamento apenas traseiros. Sensores dianteiros fazem falta, embora ele tenha sistema de câmeras 360°.
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–Fernando Pires/Quatro Rodas
Na acomodação de pessoas e bagagens, o Caoa Chery também se destaca. Quem vai atrás tem espaço de sobra (pessoas com até 1,80 m, por exemplo) e se beneficia do assoalho praticamente plano, que permite a ocupação de uma terceira pessoa ao centro sem maiores apertos. Ainda há saídas de ar-condicionado, mas apenas uma porta USB, que é do tipo A, o mais antigo. Carece de atualização para mais uma porta e do tipo C.
O porta-malas leva 475 litros, mais do que os 410 litros do Jeep Compass e os 440 litros do Corolla Cross, mas menos do que os 522 litros do Renault Boreal, este de dimensões maiores.
–Fernando Pires/Quatro Rodas
Mais potente e rápido
As versões de entrada do Tiggo 7, Sport e Pro Max Drive, não recebem nenhum tipo de eletrificação – seja leve ou plug-in, como há nas duas configurações imediatamente acima. Assim, ele é equipado puramente com o motor 1.6 turbo a gasolina de 187 cv e 28 kgfm, acompanhado pelo câmbio de dupla embreagem úmido com seis marchas.
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Segundo nossos testes, com esse conjunto, o SUV vai de 0 a 100 km/h em bons 8,6 segundos – menos do que os 9,4 s do Compass 1.3 turbo flex, de 176 cv.
–Fernando Pires/Quatro Rodas
Na prática, o modelo se mostra rápido e ágil, com acelerações de certa forma ariscas, mesmo no modo Eco. Aqui, uma observação: o modelo só tem os modos Eco e Sport. Um intermediário, Normal, poderia dar um melhor equilíbrio ao desempenho, deixando o Eco mais suave. O câmbio tem trocas rápidas, suaves e certeiras, ajudando no desempenho.
–Fernando Pires/Quatro Rodas
O consumo, por sua vez, fica na média da concorrência: ele chegou aos 10,1 km/l na cidade, o pior entre seus concorrentes, e aos 13,3 km/l na rodovia.
Ainda na condução, a direção do Tiggo 7 tem ajuste confortável, mas direto, combinando com o desempenho. O mesmo vale para a suspensão, que absorve bem as irregularidades e dá conforto, mas também garante boa estabilidade – entre seus trunfos, está o eixo traseiro multilink.
–Fernando Pires/Quatro Rodas
O Caoa Chery Tiggo 7 faz jus à fama e às boas vendas. Tem desempenho acima da média, ótimo espaço, acabamento caprichado e não tem grandes concessões entre os equipamentos, bem ao contrário. Trata-se, por fim, de um SUV médio, com todos seus devidos atributos, mas com preço de versões intermediárias de SUVs compactos.
Ficha Técnica – Caoa Chery Tiggo 7 Pro Max Drive
Motor: gasolina, turbo, dianteiro, transversal, 4 cilindros em linha; 1.598 cm3, 187 cv a 5.500 rpm, 28 kgfm a 2.000 rpm
Câmbio: DCT, 7 marchas, tração dianteira
Direção: elétrica
Suspensão: McPherson (dianteira), multilink (traseira)
Freios: disco ventilado (dianteira) e sólido (traseira)
Pneus: 225/60 R18
Peso: 1.489 kg
Dimensões: comprimento, 450 cm; largura, 184,2 cm; altura, 170,5 cm; entre-eixos, 267 cm; tanque, 51 l; porta-malas, 475 l
Teste de Desempenho – Caoa Chery Tiggo 7 Pro Max Drive
Aceleração
• 0 a 100 km/h: 8,6 s
• 0 a 1.000 m: 29,3 s / 183,3 km/h
• Velocidade máxima: n/d
• 40 a 80 km/h: 3,4 s
• 60 a 100 km/h: 4,2 s
• 80 a 120 km/h: 5,2 s
• 60 km/h a 0: 14,3 m
• 80 km/h a 0: 25,7 m
• 100 km/h a 0: 58,2 m
• Urbano: 10,1 km/l
• Rodoviário: 13,3 km/l
Ruído interno
• Neutro / RPM máx.: 34,1/72,2 dBA
• 80 km/h: 61,6 dBA
• 120 km/h: 72,4 dBA
Velocidade real a 100 km/h: 96 km/hRotação do motor a 100 km/h: 1.700 rpmVolante: 2,5 voltas
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Leia a materia completa na fonte original:
Ver no Quatro Rodas