Calor extremo: truques para o ar-condicionado resfriar o carro rápido e poupar combustível
A chegada do verão traz consigo a certeza de termômetros nas alturas. Em regiões como o Centro-Oeste e Sudeste, as temperaturas podem superar os 45°C, transformando o interior dos veículos em verdadeiras estufas com temperatura interna acima dos 60°C. Enfrentar essa sensação de “forno” ao abrir a porta não é apenas uma questão de conforto, mas de segurança viária.
Um estudo da fabricante Seat aponta que um motorista submetido a uma temperatura interna de 35°C tem um tempo de reação 20% mais lento do que aquele que dirige a confortáveis 25°C. Para garantir a segurança e a eficiência do ar-condicionado sem sacrificar o consumo — que sobe entre 5% e 10% com o equipamento ligado —, é preciso usar a física a seu favor.
Expulsão térmica: a técnica das portas
Antes de exigir o máximo do compressor, a prioridade é expulsar o ar quente acumulado. A estratégia mais eficaz supera a simples abertura dos vidros: abra as quatro portas e feche vigorosamente duas delas (ou uma) algumas vezes.
Esse movimento cria uma pressão negativa que expulsa o ar quente — que é menos denso e tende a subir — muito mais rápido do que a ventilação natural. Se o carro tiver teto solar ou porta-malas com abertura elétrica, acioná-los também acelera essa exaustão térmica.
Proteção passiva
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Se não houver vagas à sombra, o uso do tapa-sol (para-sol) no para-brisa é indispensável. Como o vidro dianteiro é inclinado, ele facilita a entrada de radiação solar, superaquecendo o painel e o volante.
Modelos refletivos são os mais indicados. Além de reduzir drasticamente a temperatura da cabine, eles protegem os materiais do painel contra o ressecamento. São itens leves (menos de 200 g) e fáceis de guardar sob o banco. Se o carro tiver teto solar, lembre-se de fechar a cortina ao estacionar.
Ar-condicionado: eficiência máxima
Para otimizar o trabalho do ar-condicionado e mitigar o aumento de consumo, a regulagem das saídas de ar é crucial. Aponte os difusores para o teto, nunca diretamente para o rosto. O ar frio é mais denso e desce naturalmente, criando uma convecção que resfria a cabine inteira de forma uniforme.
Ar-condicionado manual: no calor extremo, use no frio máximo e controle na ventilação, evite perdas
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O uso da recirculação exige atenção: ligue o ar-condicionado com a recirculação desativada nos primeiros minutos para expulsar o ar viciado. Assim que a temperatura baixar, ative a recirculação. Isso alivia o esforço do compressor, que passará a refrigerar o ar interno já ameno, e não o ar externo escaldante.
Saídas de ar apontadas para cima aceleram o processo de deixar a cabine inteira mais fresca
Em carros com ar manual, o ideal é usar a temperatura mais fria possível e regular a intensidade na ventilação. Lembre-se também de trocar o filtro de cabine regularmente; quando sujo, ele restringe o fluxo de ar e força o sistema.
Tecnologias aliadas
Alguns recursos modernos ajudam a antecipar o resfriamento. Em sistemas automáticos, por exemplo, basta definir a temperatura (geralmente 22°C ou 23°C) e deixar o sistema gerenciar a vazão, sem necessidade de intervenção constante.
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Sistemas automáticos gerenciam a vazão de ar sozinhos para atingir a temperatura ideal
Outros equipamentos que fazem a diferença:
• Abertura global: Muitos modelos permitem abrir todos os vidros segurando o botão de destravamento na chave.
• Partida remota: Acionar o motor e o ar-condicionado à distância garante conforto imediato, embora gaste combustível com o carro parado.
• Bancos ventilados: Presente em modelos como o Hyundai Creta, o recurso injeta ar fresco através do couro, essencial para evitar a transpiração excessiva.
Saída de ar-condicionado traseira é luxo cada vez mais comum entre os compactos e essencial no verão
Por fim, atenção ao Start-Stop. No calor extremo, o sistema que desliga o motor em paradas pode interromper o funcionamento do compressor do ar-condicionado. Se notar perda de eficiência no trânsito, desative o Start-Stop temporariamente.
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