BYD e GWM vendem mais fora do que dentro da China pela primeira vez
A BYD e GWM atingiram marcas históricas no último mês, não só internamente, mas também dentro do mercado automotivo chinês. No último ano, ambas as montadoras venderam mais carros para o exterior do que na China.
Em fevereiro, a BYD exportou um total de 100.600 veículos, algo em torno dos 53% das suas vendas, marcando a primeira vez que as exportações superaram as vendas domésticas. Na GWM, o feito foi semelhante. Dos 72.600 carros vendidos globalmente pela marca, 42.600 deles foram fora da China, o que corresponde a cerca de 58% do total.
BYD exportou mais carros do que vendeu na China pela primeira vez em fevereiroEduardo Passos/Quatro Rodas
As duas seguem os passos da Chery, que já há algum tempo exporta mais do que vende internamente. A primeira vez que a montadora exportou mais carros foi no ano passado e, em fevereiro, 80% das suas vendas foram para o fora da China.
Esse movimento inédito evidência o sucesso das expansão das marcas chinesas para o resto do mundo, em especial nos mercados emergentes, como América Latina, Oriente Médio e Sudeste Asiático. Mas também diz muito sobre como o próprio mercado chinês está mudando.
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GWM seguiu o mesmo caminho e também exportou mais pela primeira vezDivulgação/GWM
A China ainda é o maior mercado automotivo do mundo, mas o ritmo de compra do consumidor está desacelerando. Some isso à redução dos incentivos governamentais para as montadoras e o aumento da concorrência no mercado, com cada vez mais novas montadoras surgindo.
A junção desses fatores vêm fazendo com que as montadoras chinesas explorem cada vez mais outros mercados. Podemos ver um reflexo disso aqui mesmo no Brasil.
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No ano passado, a BYD superou foi a sétima maior marca do Brasil, vendendo mais de 110 mil carros em 2025, segundo dados da ABVE. Apesar de ainda estar atrás de marcas mais consagradas, a chinesa viu suas vendas aumentarem em mais de 50%, enquanto Chevrolet e Toyota, por exemplo, caíram 12,4% e 16,2%, respectivamente.
Se considerarmos apenas o segmento dos carros eletrificados (híbridos e elétricos), onde a BYD atua, ela detém uma fatia de 50,4% do mercado brasileiro. A GWM é a segunda, com 17,6% de participação. Os outros 32% estão divididos por diferentes fabricantes.
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Europa e EUA também são alvos, mas são mercados mais difíceisDivulgação/Quatro Rodas
Estados Unidos e Europa são mercados mais difíceis para as marcas chinesas, devido às regras de importação mais rigorosas e tarifas mais altas. A BYD tenta se estabelecer lá construindo toda uma rede de produção, distribuição e serviços pós-venda. É uma aposta que mira no longo prazo ao invés de uma explosão de vendas imediata.
Na Europa, a BYD já dá os primeiros passos com uma fábrica na Hungria, que deve começar a montar os primeiros carros já no segundo trimestre de 2026.
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