Audi A6 Sportback e-tron se vinga dos SUVs com 367 cv e tração traseira; veja teste
Faz cinco anos que a Audi trouxe o SUV e-tron (agora renomeado Q8 e-tron) ao Brasil, iniciando sua jornada entre os carros elétricos. Muita coisa mudou desde então e os elétricos evoluíram. A fabricante alemã mostra que está acompanhando esse movimento com a chegada do A6 Sportback e-tron, o primeiro carro de tração traseira que ela comercializa no mercado brasileiro.
O A6 e-tron chega para fazer par com o Q6, como uma alternativa a quem prefere um sedã (no caso, um liftback), em vez de um SUV. Ele tem proposta mais esportiva, como exemplo de que um carro elétrico também pode entregar um desempenho empolgante.
Essa diferença aparece até no preço. O Audi A6 e-tron será vendido em versão única por R$ 649.990, sem opcionais. É um valor consideravelmente maior que o do Q6 e-tron, comercializado por R$ 599.990.
Modelo tem melhor aerodinâmica da AudiFernando Pires/Quatro Rodas
Assim como o SUV, o A6 é feito com a plataforma Premium Platform Electric, desenvolvida em conjunto com a Porsche (que utiliza essa base no Macan EV) para carros maiores do Grupo Volkswagen. E reaproveita 60% das peças da plataforma MLB Evo, usada pelo Q8 e-tron e por outros modelos a combustão, como o Q5. Ajustes foram feitos para melhorar a arquitetura eletrônica, agora de 800 V, permitindo recargas de até 270 kW.
A carroceria foi desenhada para alcançar um coeficiente de arrasto aerodinâmico de 0,21 Cd, o que faz com que seja o carro mais aerodinâmico já feito pela empresa. Isso foi alcançado graças a algumas estratégias, como as passagens de ar no para-choque direto para as caixas e a substituição dos retrovisores laterais por câmeras.
Não faltam telas no A6; tem até uma exclusiva para o passageiroFernando Pires/Quatro Rodas
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Visualmente, o A6 segue a última tendência da Audi, que tem adotado estilo mais próximo do gosto dos chineses, com alguns elementos em comum. Os faróis são o ponto em que isso fica mais claro, com o esquema de luzes divididas, iluminação diurna mais fina na parte superior e o conjunto principal logo abaixo.
A traseira também tem elementos bem comuns hoje em dia, com as lanternas interligadas por uma barra horizontal. E o A6 traz uma novidade: iluminação nos quatro anéis do logotipo da Audi, na tampa do porta-malas.
Seu interior é, em grande parte, bem definido e com um acabamento de boa qualidade. Entretanto, é possível encontrar plásticos mais simples em alguns locais, como a tampa do porta-luvas ou as laterais do console central.
É fácil navegar pelas telas e rapidamente encontrar o que procura nos menusFernando Pires/Quatro Rodas
–Fernando Pires/Quatro Rodas
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O que não falta é tecnologia. Co-meça pela enorme tela de 14,5” para a central multimídia, concentrando todos os botões. A Audi foi esperta e dedicou a parte esquerda da tela para deixar algumas funções fixas, agilizando a operação. Logo atrás do volante está um display de 11,9” para o quadro de instrumentos. Conta ainda com uma terceira tela, posicionada em frente ao banco do passageiro, para que ele possa controlar o rádio, mexer na multimídia e até usar alguns aplicativos. Nem o teto solar foi esquecido, com um sistema de polarização para impedir a entrada da luz no lugar da tradicional cortina.
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A Audi deu um passo no uso de realidade aumentada com o head-up display do A6. Além das funções normais, como velocímetro e instruções do GPS, ele é capaz de mostrar outras informações, como aviso de distância do veículo à frente. Se estivermos bem próximos, a uma velocidade muito alta, setas aparecem indicando a distância. O mesmo acontece quando o assistente de faixa está ativo, pintando os limites da pista de vermelho.
Os retrovisores digitais melhoraramFernando Pires/Quatro Rodas
Dentro, há boa combinação de materiaisFernando Pires/Quatro Rodas
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O teto fica branco para proteger do solFernando Pires/Quatro Rodas
Os retrovisores laterais digitais voltaram, trocando os espelhos por câmeras e transmitindo a imagem para um espaço logo acima das maçanetas internas. Leva um tempo para se acostumar pela diferença na profundidade da imagem.
A pegada mais esportiva vem do motor de 367 cv e 57,6 kgfm. Mesmo que a força seja enviada somente para as rodas traseiras, ele consegue controlar a tração bem o suficiente para evitar que as rodas patinem, disparando o carro para a frente. O resultado é que leva só 5,4 segundos para ir de 0 a 100 km/h. Até as retomadas são impressionantes, precisando de 3 s para ir de 80 a 120 km/h e menos do que isso em velocidades mais baixas.
O sedã elétrico agradou muito ao volante, usando o baixo centro de gravidade para que seja muito estável nas curvas em alta velocidade. A tração traseira deixa a tocada ainda mais prazerosa, fazendo com que o A6 responda muito bem a qualquer comando.
O espaço interior foi bem otimizado, aproveitando os 4,93 m de comprimentoFernando Pires/Quatro Rodas
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–Fernando Pires/Quatro Rodas
São 502 litros de capacidade no porta-malas e mais 27 litros sob o capôFernando Pires/Quatro Rodas
–Fernando Pires/Quatro Rodas
Há uma rigidez notável ao passar em um asfalto ruim, mas ele faz um bom trabalho para mitigar as vibrações. Só é preciso um pouco de cuidado com lombadas mais altas, pela chance de o assoalho bater no chão.
A Audi permite escolher o nível de regeneração de energia por meio das aletas atrás do volante, o que evita que o motorista tenha de procurar um botão no painel ou usar a multimídia para escolher a regeneração adequada àquele momento.
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Equipado com uma bateria de 100 kWh, tem carga suficiente para uma autonomia de 445 km, segundo o Inmetro. A fabricante afirma que uma carga de 10 a 80% leva 21 minutos, usando uma estação de recarga de 270 kW – raríssimas no Brasil.
Pela primeira vez, a Audi colocou iluminação até no logotipo, na parte traseiraFernando Pires/Quatro Rodas
–Fernando Pires/Quatro Rodas
Se olharmos para o Audi A6 e-tron em comparação com os concorrentes próximos de suas tradicionais rivais, o preço não é tão surreal assim. O BMW i5 pode até ter 601 cv, mas custa R$ 795.950; e a Mercedes-Benz vende o EQE por R$ 649.900, mas ele tem 245 cv e uma autonomia de 369 km. O A6 e-tron pode não ser tão esportivo quanto a fabricante afirma, mas cumpre bem o seu papel no segmento.
Veredicto Quatro Rodas
A Audi evoluiu muito com a nova geração de carros elétricos e o A6 e-tron é um ótimo exemplo; só faltou um preço melhor.
Ficha Técnica – Audi A6 E-Tron
• Motor: elétrico, síncrono permanente, traseiro, 367 cv, 57,6 kgfm
• Bateria: íons de lítio, 100 kWh, autonomia 445 km (INMETRO)
• Câmbio: automático, 2 marchas, tração traseira
• Suspensão: braços sobrepostos (dianteira), multibraços (traseira)
• Freios: disco ventilado (dianteira), disco ventilado (traseira)
• Direção: elétrica
• Rodas e pneus: 245/40 R21 (dianteira), 275/35 R21 (traseira)
• Dimensões: comprimento 4,92 m, largura 1,48 m, altura 1,62 m, entre-eixos 2,94 m, peso 2.175 kg, porta-malas 502 litros
Teste – Audi A6 E-Tron
Aceleração
• 0 a 100 km/h: 5,4 s
• 0 a 1.000 m: 24,60 s / 209 km/h
• Velocidade máxima: 210 km/h*
• 40 a 80 km/h: 2,1 s
• 60 a 100 km/h: 2,4 s
• 80 a 120 km/h: 3,0 s
• 60 km/h a 0: 13,0 m
• 80 km/h a 0: 23,0 m
• 120 km/h a 0: 53,7 m
• Urbano: 5,9 km/kWh
• Rodoviário: 5,2 km/kWh
Ruído interno
• Neutro / RPM máx.: – dBA
• 80 km/h: 59,3 dBA
• 120 km/h: 66,9 dBA
Velocidade real a 100 km/h: 98 km/hRotação do motor a 100 km/h: não aplicávelVolante: 2 voltas
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Leia a materia completa na fonte original:
Ver no Quatro Rodas