Anfavea sobre acordo UE-Mercosul: ‘Saudamos ele, mas vemos os desafios’
Celebrado pelo governo brasileiro, o acordo entre Mercosul e União Europeia, que deverá ser assinado neste sábado, 17, é visto com cautela pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). Segundo o presidente da associação, Igor Calvet, a indústria nacional terá desafios de competitividade nos próximos anos e que os impactos do tratado ainda serão medidos.
“Apesar desses desafios, desses riscos, a gente tem uma possibilidade de exportação de sistemas, de motores, de transmissões, que a gente já produz aqui. A gente tem condições, talvez de ter acesso a itens com um nível de tecnologia maior. Há também oportunidades nesse processo, mas não há uma clareza em todos os impactos que isso pode acontecer com o Brasil.” E completa: “saudamos ele [o acordo], mas vemos os desafios de competitividade que a gente tem que seguir nos próximos anos.”
Igor Calvet, presidente da Anfavea, durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 15YouTube/Anfavea/Reprodução
Previsão do acordo
A Anfavea afirma que o programa prevê uma isenção de imposto de importação em 15 anos para veículos leves a combustão. Os sete primeiros anos, seria um período de carência, em que não haveria redução tarifária. A partir do sétimo ano, começaria, em si, um processo de redução tarifária linear, até chegar a zero. Durante o período de carência, ou seja, quando não há uma redução tarifária, haveria uma cota para os países, como o Brasil, em que seriam importados veículos a uma tarifa de 17%, em 32.000 unidades da Europa para o Brasil.
“Nós entendemos que no macro, para a economia brasileira, o acordo é bom, portanto apoiamos o acordo. Entretanto, é um acordo que traz muitos desafios, sobretudo ao setor automotivo… Ao mesmo tempo que eu saúdo a assinatura do acordo, eu acho que esse período de carência, sobretudo para os veículos a combustão, ele é um período de preparação no Brasil, em que é preciso resolver essas questões de competitividade”, enaltece o presidente da Anfavea.
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Na proposta final da oferta brasileira, há um capítulo específico para os veículos eletrificados. Diferente do cronograma dos veículos a combustão, no ano zero teria uma redução imediata para 25% de imposto e não aconteceria uma carência, mas uma desgravação linear até o ano 15. Atualmente, como um todo, os veículos importados da União Europeia pagam 35% de imposto.
–Divulgação/Volvo
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