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Vendas de carros na China estão em queda e BYD prevê redução de fábricas e marcas

Vendas de carros na China estão em queda e BYD prevê redução de fábricas e marcas

A indústria automotiva chinesa entrou em um momento de inflexão, segundo a BYD. Após anos de crescimento acelerado, a combinação de demanda em queda, excesso de oferta e redução de incentivos já começa a pressionar vendas e margens de lucro. Isso afeta desde os pequenos fabricantes aos líderes do setor.

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O impacto aparece nos números da própria fabricante. A empresa registra queda nas vendas domésticas há meses e vê os lucros perderem fôlego após um longo ciclo de expansão. Isso indica uma mudança relevante no ritmo da indústria automotiva.

Carro esportivo BYD Yangwang U9 Xtreme em pistaDivulgação/BYD

Nesse cenário, a concorrência entre as montadoras locais entra em fase de ajuste. Com o mercado saturado e dezenas de fabricantes disputando espaço, a tendência é de consolidação nos próximos anos. Ou seja: só os fortes resistirão.

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O presidente da BYD, Wang Chuanfu, afirma que o setor vive uma “fase crítica”, especialmente para as empresas menores. A expectativa é de fechamento de fábricas e redução no número de competidores, em um processo que deve reconfigurar o mercado.

BYD Song Plus PremiumFernando Pires/Quatro Rodas

Rivais compartilham dessa avaliação. Executivos da indústria projetam que esse movimento pode se estender por até cinco anos. Existe a possibilidade de o setor automotivo encolher até restarem poucos grupos com escala e competitividade suficientes.

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Expansão internacional vira saída

Com o mercado interno em retração, a BYD passa a concentrar esforços fora da China. A empresa vendeu 4,6 milhões de veículos em 2025, mas viu o ritmo desacelerar desde o último trimestre. Isso reforça a mudança de foco.

BYD Dolphin Mini 2026Fernando Pires/Quatro Rodas

Hoje, a marca já exporta para mais de cem países e tem estrutura própria de transporte marítimo, com navios dedicados ao envio de veículos.

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A estratégia inclui ampliar a produção local em mercados-chave. A fabricante já tem fábricas na Tailândia, no Uzbequistão e no Brasil, enquanto prepara o início das operações na Hungria e avalia novas unidades em outros países.

Detalhes de design do novo BYD E7Divulgação/BYD

A expectativa é equilibrar as vendas externas com o mercado chinês até o final de 2026, reduzindo a dependência do cenário doméstico e sustentando o crescimento em um ambiente mais competitivo.

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