Toyota produz último Corolla em Indaiatuba e faz cerimônia de despedida da fábrica
O último Toyota Corolla montado em Indaiatuba (SP) cruzou a linha de produção no último sábado (20), em cerimônia que encerrou uma operação de 28 anos. A unidade terá todas as suas operações encerradas nos próximos dias e será fechada no final do mês.
O exemplar que marcou o fim das atividades na fábrica de Indaiatuba é um Corolla Altis Premium, com motorização híbrida. A partir de agora, o sedã médio passa a ser fabricado no complexo de Sorocaba (SP), distante cerca de 60 km da velha casa.
A mudança não é um simples remanejamento logístico, mas uma reestruturação na empresa. A Toyota precisava otimizar sua manufatura e concentrar a produção em Sorocaba é uma forma de garantir eficiência.
Custo da modernização pesou
Último Toyota Corolla fabricado em IndaiatubaReprodução/Instagram
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Atualizar as linhas de Indaiatuba para os processos de arquitetura modular atuais custaria caro demais. Inaugurada em setembro de 1998, a unidade precisaria de uma reformulação completa. Diante da idade avançada das instalações, a montadora considerou mais pragmático transferir a operação de passeio inteiramente para Sorocaba.
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Para receber o sedã, a marca construiu um novo pavilhão, consumindo parte do ciclo de investimentos de R$ 11 bilhões prometido para o Brasil até 2030. Com a expansão, a capacidade instalada da fábrica salta de 170.000 para cerca de 270.000 veículos anuais, integrando o três-volumes aos irmãos Corolla Cross e Yaris Cross.
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–Reprodução/Instagram
Ainda assim, a fábrica de Indaiatuba foi um marco para a indústria nacional. Ela nacionalizou o carro mais vendido do mundo e entrou para a história como a primeira planta da América Latina a montar um veículo híbrido flex. Mais de um milhão de unidades deixaram seus portões em quase três décadas.
Caminho livre para a picape
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Nova fábrica da Toyota em SorocabaDivulgação/Toyota
A centralização fabril garante a escala necessária para os próximos passos da Toyota no país. O novo volume de produção ajudará a absorver a inédita picape intermediária da marca, cujo lançamento comercial e chegada às lojas devem ocorrer no decorrer de 2027.
O modelo tentará roubar os clientes de Fiat Toro, Ford Maverick e Ram Rampage, além das futuras rivais da Volkswagen (Tukan) e Renault (Niagara). A caminhonete compartilhará os conjuntos mecânicos da família Corolla. As versões de entrada trarão o motor 2.0 aspirado com 175 cv e 20,8 kgfm, sempre acoplado ao câmbio CVT que simula dez marchas, garantindo fôlego nas arrancadas com a engrenagem mecânica na primeira relação.
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–BlogAuto/Reprodução
Nas configurações de topo, a picape promete estrear o sistema híbrido flex plug-in (PHEV) da fabricante no mercado nacional. O conjunto combina o motor 2.0 em ciclo Atkinson a um propulsor elétrico para entregar até 223 cv, substituindo a tradicional oferta a diesel na categoria.
O futuro de Indaiatuba
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Os portões da antiga fábrica fecham definitivamente até o fim deste mês. A transição dos funcionários foi desenhada de forma escalonada ao longo de 2024, oferecendo opções de realocação para as 2.000 vagas que foram abertas em Sorocaba ou a adesão a um plano de demissão voluntária.
O destino das antigas instalações continua incerto. Nos bastidores do setor automotivo, crescem os rumores de que o espaço desativado possa ser adquirido por uma nova fabricante chinesa em fase de desembarque no país, repetindo os movimentos de BYD e GWM com as antigas fábricas de Ford e Mercedes-Benz, respectivamente.
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