Renault Boreal é melhor que Chery Tiggo 7, Jeep Compass e Toyota Corolla Cross?
Com o segmento dos SUVs compactos praticamente saturado, as marcas desviaram seus esforços aos subcompactos e médios. Você já viu por aqui, em meados de 2025, um comparativo com as últimas novidades da categoria de entrada, entre Fiat Pulse, Renault Kardian e VW Tera. Agora, é a vez de colocarmos frente a frente os médios. Por isso, convocamos o novo Renault Boreal para encarar os líderes, em ordem de vendas, Toyota Corolla Cross, Jeep Compass e Caoa Chery Tiggo 7. Todos eles aparecem em suas versões mais caras com motores equivalentes, para mostrar seus potenciais máximos em configurações que se afastam dos compactos. No caso de Corolla Cross e Tiggo 7, sem sistemas híbridos; para o Compass, o motor considerado é o menos potente, 1.3 turbo.
A disputa é formada por Boreal Iconic, de R$ 214.990, Corolla Cross GR-Sport, de R$ 214.590, Compass S, de R$ 225.390 (o das imagens é o Longitude, único disponível na ocasião do comparativo), e Tiggo 7 Pro Max Drive, que sai por R$ 169.990. O novo VW Taos também foi convocado e chegou a ser confirmado pela marca, que voltou atrás, atribuindo a ausência à demora na logística do carro, que é fabricado no México.
4º – Jeep Compass – R$ 225.390
Visual do Compass é datado (na imagem, a versão Longitude) e o porta-malas de 410 litros é o menor deste comparativoFernando Pires/Quatro Rodas
Sem novidades relevantes há cinco anos e com uma nova geração prevista apenas para 2027 no Brasil, o Compass é o mais caro da disputa em sua versão equivalente, a S, e não traz vantagens por isso.
Entre os equipamentos, o Jeep tem pacote ADAS com ACC, frenagem automática, alerta de tráfego cruzado traseiro, permanência em faixa, leitura de placas de velocidade, entre outros. Além de itens como teto panorâmico, bancos dianteiros elétricos, ar bizona, estacionamento semiautônomo, sete airbags e som Beats de 506 W e oito alto-falantes. Há sensores dianteiros e traseiros, mas câmera só na traseira, enquanto os rivais presentes têm visão 360o. O quadro de instrumentos é de 10,25”, e a multimídia, com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, de 10,1”. A única exclusividade é a partida remota do motor.
Painel ainda se destaca pelo bom acabamentoFernando Pires/Quatro Rodas
O acabamento ainda é um trunfo do modelo, que exibe boa variedade de materiais, tons e texturas, revestimento emborrachado nas porções superiores de painel e portas, e cobertura sintética com costuras aparentes na faixa central do painel e nos bancos. A quantidade de comandos físicos ajuda no uso diário, mas os porta-objetos são pequenos para um SUV familiar.
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A deficiência de acomodação não se limita aos objetos. O espaço traseiro do Compass é o menor entre os rivais aqui apresentados, bem como o porta-malas, de 410 l, cuja abertura é automática. Isso não significa, porém, que se trata de um carro apertado. Ele leva bem dois adultos de até 1,80 m, mas um terceiro ocupante, ao centro, ficará pertado lateralmente e se incomodará com o alto túnel central. Quem for atrás, tem à disposição saídas de ar e duas portas USB.
Espaço é bom para quatro pessoasFernando Pires/Quatro Rodas
–Fernando Pires/Quatro Rodas
Quanto à mecânica, o Jeep segue com motor 1.3 turbo flex de 176 cv e 27,5 kgfm, e câmbio automático de seis marchas (o único do tipo convencional no comparativo). Com esse conjunto, ele levou 9,4 s para ir de 0 a 100 km/h em nossos testes, feitos com gasolina, atrás apenas do Tiggo 7. O consumo urbano, de 10 km/l, está na média dos rivais, mas o rodoviário, de 13,6 km/l, é o melhor da turma. O Compass foca no conforto, mas a sensação de peso na condução tornam o dia a dia com ele cansativo.
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Ficha Técnica – Jeep Compass S
Motor: flex, diant., 4 cil., 1.332 cm³, turbo, 176 cv a 5.750 rpm; 27,5 kgfm a 1.750 rpm
Câmbio: automático, 6 m., tração dianteira
Direção: elétrica
Suspensão: McPherson (diant.), multilink (tras.)
Freios: disco vent. (diant.), disco sólido (tras.)
Pneus: 235/45 R19
Dimensões: compr., 441,6 cm; larg., 182 cm; alt., 164,4 cm; entre-eixos, 263,6 cm; peso, 1.556 kg; porta-malas, 410 litros; tanque, 60 l
3º – Toyota Corolla Cross – R$ 214.590
Corolla Cross tem porta-malas com ligeira vantagem para o Compass; versão topo de linha é a GR-S, com visual esportivoFernando Pires/Quatro Rodas
Líder da categoria até o fechamento desta edição, o Corolla Cross tem evoluído nos últimos anos, mas faltas ainda o impedem de estar em uma posição melhor nesta disputa, até por custar o mesmo que o Boreal. Entre elas, a simplicidade do acabamento e o desempenho fraco.
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O interior do Corolla é básico, sem nenhuma intenção de criar um ambiente mais aconchegante e/ou sofisticado. Isso mesmo na versão topo de linha, GR-S, de R$ 214.590, que adota revestimento de suede nas porções centrais dos bancos e detalhes em vermelho, como costuras. O painel, ao menos, traz materiais emborrachados nas porções superiores. Para melhorar a impressão, o quadro de instrumentos, de 12,3”, tem layout moderno, e a multimídia, com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, é de 10”.
Painel do Toyota é o mais básico e sem refinamentoFernando Pires/Quatro Rodas
Entre os equipamentos, há também faróis full-led, carregador de celulares por indução, câmera 360o, sete airbags, sensores dianteiros e traseiros, porta-malas com abertura automática, além de sistemas ADAS, como frenagem de emergência, ACC, alertas de pontos cegos, permanência em faixa, entre outros. O Toyota está entre os mais espaçosos da disputa, e deixa confortáveis os ocupantes traseiros, que não escapam do incômodo túnel central no assoalho. O console, por sinal, tem saídas de ar-condicionado e das portas USB. São 440 litros de capacidade no porta-malas.
Espaço é bom para quatro pessoasFernando Pires/Quatro Rodas
–Fernando Pires/Quatro Rodas
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Embora a versão GR-S se caracterize com um visual esportivado, e até tenha ajuste exclusivo de suspensão (por eixo de torção na traseira), ligeiramente mais firme do que nas demais configurações, não espere esportividade. Bem o contrário. Ele mantém inalterado o motor 2.0 flex aspirado de 175 cv e 21,3 kgfm, que o leva de 0 a 100 km/h em 11,6 s, de acordo com os nossos testes. A culpa pelo desempenho acanhado é do câmbio, do tipo CVT, que simula dez marchas. Na prática, apesar da condução leve e confortável, o Corolla Cross se esforça nas acelerações, em especial nas ultrapassagens. Por outro lado, ele tem o melhor consumo urbano do quarteto, 11,3 km/l na cidade. O rodoviário é o segundo melhor, de 13,5 km/l, ambos com gasolina. Pelo conjunto, termina em terceiro lugar.
Ficha Técnica – Toyota Corolla Cross GR-Sport
Motor: flex, diant., 4 cil., 1.987 cm³, aspirado, 175 cv a 6.600 rpm; 21,3 kgfm a 4.400 rpm
Câmbio: aut., CVT, 10 m., tração diant.
Direção: elétrica
Suspensão: McPherson (diant.), eixo de torção (tras.)
Freios: disco vent. (diant.), disco sólido (tras.)
Pneus: 225/50 R18
Dimensões: compr., 446 cm; larg., 182,5 cm; alt., 162 cm; entre-eixos, 2,64 cm; peso, 1.420 kg; porta-malas, 440 litros; tanque, 47 l
2º – Renault Boreal Iconic – R$ 214.990
Boreal tem a aparência mais moderna do segmento, com traços angulosos; porta-malas de 522 litros é o maior da disputaFernando Pires/Quatro Rodas
O novato Renault Boreal eleva a régua no segmento dos SUVs médios, mas fica em segundo lugar por cobrar demais por isso, embora ele seja a melhor escolha caso você procure por um modelo mais sofisticado, espaçoso e moderno, e não se importe de pagar.
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Design é uma palavra de ordem no modelo. Tanto por fora quanto por dentro, o Boreal tem linhas angulosas, iluminação de personalidade e ares de modernidade. No interior, isso também é acompanhado pelo acabamento com materiais emborrachados e mistura de cores e texturas. Os bancos, o centro do painel e as portas, por exemplo, têm revestimento azul-escuro – exclusividade da versão topo de linha, Iconic. Há iluminação ambiente e telas com alta qualidade de imagem e layout vibrante. O quadro de instrumentos tem 10” e a multimídia, 10,1”.
Painel é moderno e tem telas com layout de cores vibrantesFernando Pires/Quatro Rodas
A lista de itens de série é extensa. Acompanha os rivais com sistemas ADAS, ar digital bizona, faróis full-led com facho alto automático, câmera 360o, bancos dianteiros elétricos, teto panorâmico e carregador de celulares por indução. Ele tem exclusividades como sistema de som Harman Kardon de dez alto-falantes, banco do motorista com massagem e cinco modos de condução. Por outro lado, ele traz seis airbags, um a menos em relação a Corolla Cross e Compass.
Interior exibe revestimento azulFernando Pires/Quatro Rodas
–Fernando Pires/Quatro Rodas
Maior do que os demais, o Boreal também é um dos mais espaçosos e leva os passageiros com conforto no banco traseiro. A elevação central no assoalho pode incomodar, mas é estreita para minimizar os danos. Há saídas de ar e duas portas USB-C. Já o porta-malas do Renault é, de longe, o maior do quarteto: são 522 litros.
Ele também vai bem na dirigibilidade, com a direção mais direta e a suspensão mais firme, que dão mais estabilidade. Seu motor é o 1.3 turbo de 156/163 cv (gasolina/etanol) e 27,5 kgfm, acompanhado pelo câmbio de dupla embreagem de seis marchas. Apesar de ser o menos potente, tem bom desempenho graças ao câmbio, de trocas rápidas e certeiras. Em nossos testes, com gasolina, ele levou 9,7 s para ir de 0 a 100 km/h. O consumo urbano, de 10,5 km/l, está na média dos rivais. O rodoviário, por sua vez, é o pior: 12,9 km/l.
Ficha Técnica – Renault Boreal Iconic
Motor: flex, diant., 4 cil., 1.333 cm³, turbo, 156/163 cv (gas./etan.) a 5.250 rpm; 27,5 kgfm a 2.000 rpm
Câmbio: aut., dupla embreagem, 6 m., tração diant.
Direção: elétrica
Suspensão: duplo A (diant.), eixo de torção (tras.)
Freios: disco ventilado nas quatro rodas
Pneus: 205/55 R19
Dimensões: compr., 455,6 cm; larg., 208,2 cm; alt., 165,2 cm; entre-eixos, 2,70 cm; peso, 1.438 kg; porta-malas, 522 litros; tanque, 50 l
1º – Caoa Chery Tiggo 7 – R$ 169.990
Porta-malas de 475 litros tem tampa com abertura elétrica, raridade em sua faixa de preço; visual ainda agradaFernando Pires/Quatro Rodas
O Caoa Chery Tiggo 7 é o vencedor do comparativo por sua incontestável boa relação de custo/benefício. Afinal, ele destoa dos demais no preço – são R$ 44.600 a menos em relação ao Corolla Cross equivalente, o rival com preço mais próximo nesta disputa. Apesar disso, ele não deve itens relevantes, e até supera em alguns deles.
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Assim como os modelos mais caros, o Tiggo 7 tem acabamento de boa qualidade, com materiais emborrachados, variedade de texturas e revestimentos sintéticos, até superior ao do Corolla Cross. Mas o desenho é mais sóbrio. Há iluminação ambiente, embora em aplicação mais simples do que no Boreal, e bons porta-objetos. O quadro de instrumentos tem 12,3”, e a multimídia, de layout mais simples e com imagem menos chamativa, mas com conexões sem fio, tem 10,25”.
Interior é sóbrio e bem acabado, mas telas são inferioresFernando Pires/Quatro Rodas
De série, conte com bancos dianteiros elétricos, ar digital bizona, câmera 360o, carregador de celulares por indução, faróis full-led, teto panorâmico, tampa traseira com abertura automática e pacote completo de sistemas ADAS. O sistema de som, com seis alto-falantes, não é assinado como em Compass (Beats) e Boreal (Harman Kardon), são seis airbags e não há sensores de estacionamento dianteiros, apenas traseiros.
Espaço não falta no Tiggo 7, que leva bem três pessoas no banco traseiro, já que o assoalho é praticamente plano. Quem for atrás tem saídas de ar, mas apenas um USB-A, o mais antigo. O porta-malas, de 475 litros, é maior que de Compass e Corolla Cross.
Tiggo 7 é um dos mais espaçososFernando Pires/Quatro Rodas
–Fernando Pires/Quatro Rodas
O Tiggo 7 Pro Max Drive é equipado com motor 1.6 turbo a gasolina de 187 cv e 28 kgfm, e câmbio de dupla embreagem de sete marchas. Em nossos testes, a combinação deu ao modelo o título de mais rápido do comparativo: ele levou 8,6 s para ir de 0 a 100 km/h. De fato, ele é rápido e tem uma tocada que pode ser arisca, especialmente no modo sport. A direção direta combina, mas a suspensão se volta ao conforto, sem pensar na esportividade, embora garanta estabilidade com o sistema multilink na traseira. O tom “esportivo” acaba por piorar o consumo na cidade, com a média de 10,1 km/l. Na estrada, os 13,3 km/l ficam na média dos concorrentes.
Ficha Técnica – Caoa Chery Tiggo 7 Pro
Motor: gasolina, diant., 4 cil., 1.598 cm³, turbo, 187 cv a 5.500 rpm; 28 kgfm a 2.000 rpm
Câmbio: aut., dupla embreagem, 7 m., tração diant.
Direção: elétrica
Suspensão: McPherson (diant.), multilink (tras.)
Freios: disco vent. (diant.), disco sólido (tras.)
Pneus: 225/60 R18
Dimensões: compr., 450 cm; larg., 184,2 cm; alt., 174,6 cm; entre-eixos, 2,67 cm; peso, 1.489 kg; porta-malas, 475 litros; tanque, 51 l
O Tiggo 7 vence o comparativo por seu ótimo custo/benefício. Espaçoso, bem equipado e ágil, ele custa o mesmo de versões medianas de SUVs compactos. Porém, o Boreal é uma opção mais refinada e moderna, ocupando o segundo lugar apenas por cobrar a mais. O Corolla Cross, com preço do Boreal, deve refinamento e desempenho, enquanto o Compass é o mais caro sem apresentar justificativas.
Lançamento, o Renault Boreal enfrenta os líderes Toyota Corolla Cross, Caoa Chery Tiggo 7 Pro e Jeep CompassFernando Pires/Quatro Rodas
Teste de desempenho e consumo
Tiggo 7 Pro
Boreal Iconic
Corolla Cross GR-S
0-100 km/h (s)
0-1000 m (s / km/h)
29,3 / 183,3
30,8 / 173,8
30,5 / 170,6
Velocidade máxima (km/h)
40-80 km/h (s)
60-100 km/h (s)
80-120 km/h (s)
Frenagem 60-0 (m)
Frenagem 80-0 (m)
Frenagem 120-0 (m)
Consumo urbano (km/l)
Consumo rodoviário (km/l)
Ruído neutro/RPM máx (dBA)
34,1 / 72,2
44,1 / 55,8
42,5 / 68,6
40,4 / 65,3
Ruído 80 km/h (dBA)
Ruído 120 km/h (dBA)
Velocidade real a 100 km/h
Rotação a 100 km/h (rpm)
Volante (voltas)
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