R$ 40 milhões: Lotus Evija pode se tornar o carro elétrico mais caro do Brasil
A Lotus abrirá suas primeiras concessionárias no Brasil em julho, mas já negocia aquele que poderá se tornar o carro elétrico mais caro do país. Trata-se do Lotus Evija, hipercarro elétrico com mais de 2.000 cv e que teve uma unidade importada temporariamente para marcar a estreia da fabricante britânica no mercado nacional.
O objetivo da Lotus, porém, é destinar ao menos uma unidade do Evija ao Brasil. As negociações estão avançadas e, caso a venda seja concretizada, o comprador precisará desembolsar um valor total ao redor dos R$ 40 milhões.
Lotus EvijaDivulgação/Lotus
A justificativa para a cifra elevada reside na exclusividade de sua produção, restrita a apenas 130 unidades para o mundo todo. O hipercarro atua como uma demonstração tecnológica para provar que a Lotus consegue entregar dinâmica esportiva mesmo lidando com o elevado peso da bateria.
Engenharia de compensação
Lotus EvijaDivulgação/Lotus
Historicamente conhecida por carros compactos e de baixo peso, a fabricante precisou adotar outra filosofia no Lotus Evija. O modelo pesa 1.887 kg, uma massa distante das antigas premissas da empresa, mas que é compensada pela força gerada de forma independente pelos quatro motores elétricos, que somam 2.039 cv e 173,9 kgfm.
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Lotus EvijaDivulgação/Lotus
Na prática, a ficha técnica resulta em um ganho de velocidade que foge do padrão dos supercarros atuais. O modelo acelera de zero a 100 km/h em 2,9 segundos, mas o dado que revela sua capacidade real é o zero a 300 km/h, cumprido em 9,1 s. A velocidade máxima é limitada a 350 km/h.
Lotus EvijaDivulgação/Lotus
Para alimentar o sistema de propulsão, há uma bateria de 93 kWh instalada em posição central, logo atrás da cabine, imitando a distribuição de peso de um esportivo a combustão com motor central-traseiro. Só a bateria pesa 753 kg.
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A autonomia declarada no ciclo europeu WLTP é de 346 km. Em estações de recarga ultrarrápida de 350 kW, o tempo estimado para recuperação total da energia é de 18 minutos.
O ar como elemento estrutural
Lotus EvijaDivulgação/Lotus
O pacote aerodinâmico é o recurso principal para manter a estabilidade em altas velocidades. A fabricante britânica adotou o conceito de porosidade na carroceria, esculpindo grandes túneis de Venturi que atravessam as laterais traseiras do veículo. Em vez de apenas desviar o fluxo ao redor do carro, o ar passa por dentro da estrutura, o que aumenta a pressão aerodinâmica e minimiza o arrasto.
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Lotus EvijaDivulgação/Lotus
O chassi é moldado a partir de um monocoque de fibra de carbono em peça única, material escolhido para elevar a rigidez torcional do projeto. A dianteira tem divisores de fluxo que empurram ar frio para o pacote de baterias e freios, enquanto a traseira utiliza um sistema aerodinâmico ativo, com asa móvel inspirada no DRS (sistema de redução de arrasto) utilizado na Fórmula 1.
A carroceria é típica de um hipercarro: tem 4,45 m de comprimento, 2,00 m de largura e apenas 1,12 m de altura.
Compra sob medida
Lotus EvijaDivulgação/Divulgação
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Compradores desse segmento não escolhem carros fechados em catálogos. A construção do Lotus Evija é feita sob medida e dentro da sede da Lotus em Hethel, no Reino Unido, permitindo controle total sobre as combinações de cores e texturas. Em unidades já entregues no exterior, a fabricante chegou a utilizar peças de alumínio recicladas de carros clássicos de Fórmula 1 para forjar os seletores do painel.
Por dentro, a cabine tem formato utilitário inspirado nas pistas, trazendo volante multifuncional retangular e bancos tipo concha ajustáveis. O ambiente utiliza materiais de baixo peso na forração das portas e teto, como Alcantara e couro perfurado, mesclados com detalhes em fibra de carbono aparente.
Lotus EvijaDivulgação/Lotus
A possível concretização dessa venda no Brasil indica que existe fôlego local para produtos de hiperesclusividade, mesmo lidando com eletrificação total. Nesta faixa de R$ 40 milhões, o modelo mais próximo é o BYD Yangwang U9 Xtreme, que custa o equivalente a R$ 14,4 milhões e tem uma unidade vendida para o empresário e piloto Leo Sanchez, com entrega prevista para 2027.
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