Qualidades e defeitos de 10 carros desmontados por QUATRO RODAS e ainda à venda no Brasil
Desde 1973, QUATRO RODAS mantém o teste de Longa Duração, no qual a revista compra os carros e roda dezenas de milhares de quilômetros seguindo o plano de manutenção do fabricante. Desde 1981, os carros são completamente desmontados no final do teste para ter suas peças investigadas no detalhe. 183 carros já passaram pelo teste – além dos três que integram nossa frota atual.
Nos primeiros anos, os automóveis percorriam 30.000 km e só ao fim do teste as impressões eram publicadas, de uma só vez, em forma de relatório. Em 1981, o Fiat 147 a álcool teve a primazia de ser o primeiro carro desmontado e, em 1986, o teste passou a ser de 50.000 km. Nos anos 1990 o teste passou a ser de 60.000 km e desde 2022 o teste é de 100.000 km.
Separamos 10 carros que passaram pelo Longa Duração nos últimos 10 anos e que seguem à venda no Brasil. Veja a seguir os principais pontos positivos e negativos de cada carro.
Fiat Mobi – Desmontado aos 60.000 km
–Xico Buny/Quatro Rodas
O Fiat Mobi passou pelo veredito final do desmonte para aferir sua real robustez como carro de entrada. O modelo, equipado com o motor 1.0 Fire de 75 cv e 9,9 kgfm, manteve médias de consumo urbano de 12,8 km/l, números ligeiramente superiores aos do antigo Uno, seu antecessor indireto. Apesar da concepção simples, o compacto de 3,56 m apresentou componentes internos com desgaste dentro do esperado, mas não passou imune a falhas de acabamento e vedação. A análise técnica revelou um conjunto mecânico valente para o uso severo, embora o projeto evidencie economias excessivas em pontos cruciais de conforto e durabilidade de periféricos. Veja o desmonte completo aqui.
Pontos positivos
• Robustez do motor 1.0: O bloco apresentou cilindros e pistões com medidas nominais praticamente intactas após os 60.000 km, mantendo a saúde da compressão.
• Eficiência urbana: Com consumo de 12,8 km/l, o Mobi se consolidou como uma opção racional e econômica para o tráfego pesado das metrópoles.
• Facilidade de manobra: O comprimento total de 3,56 m facilita o dia a dia em vagas apertadas, superando a agilidade de modelos maiores do segmento.
Pontos negativos
• Espaço traseiro crítico: O entre-eixos limitado sacrifica o conforto de adultos no banco de trás, tornando viagens longas um desafio ergonômico.
• Fragilidade do acabamento: Durante o teste, surgiram ruídos excessivos em plásticos internos e falhas na vedação de poeira nas portas.
• Capacidade do porta-malas: Com volume reduzido em relação aos rivais, o compartimento de carga limita o uso do carro para além das compras rotineiras de supermercado.
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Renault Kwid – Desmontado aos 60.000 km
Kwid passou de ano, mas foi de raspãoXico Buny/Quatro Rodas
Após completar o teste de Longa Duração, o Renault Kwid Intense entregou um resultado que flertou com a reprovação devido à fragilidade de alguns componentes. Equipado com o motor três cilindros 1.0 de 70 cv e 9,8 kgfm, o modelo registrou consumo médio de 13,9 km/l na cidade, ligeiramente pior que os 14,6 km/l de seu antecessor indireto, o Clio. Com apenas 3,68 m (-13 cm que o Clio), o Kwid revelou no desmonte um bloco de motor íntegro, mas falhas crônicas nos freios e coxins. Embora tenha resistido ao teste, o desgaste excessivo de peças de desgaste natural e o isolamento acústico precário evidenciam as limitações de um projeto focado obsessivamente no baixo custo. Veja o desmonte completo aqui.
Pontos positivos
• Eficiência energética: Mesmo com leve piora ao final do teste, o consumo de 13,9 km/l em trecho urbano mantém o Kwid como uma das referências em economia no mercado nacional.
• Saúde do bloco: A análise interna do motor 1.0 SCe revelou cilindros e pistões com folgas dentro dos limites de fábrica, comprovando a robustez da parte “quente” da mecânica.
• Agilidade urbana: Com apenas 3,68 m, o subcompacto se destaca pela facilidade de manobra e pela boa altura do solo, que ignora valetas e buracos que castigam carros baixos.
Pontos negativos
• Fragilidade dos coxins: O desmonte confirmou o que as vibrações na cabine denunciavam: os suportes do motor sofreram desgaste prematuro, comprometendo o conforto e a estabilidade do conjunto.
• Sistema de freios: Durante os 60.000 km, os discos apresentaram tendência ao empenamento e desgaste irregular, exigindo atenção maior que a média do segmento.
• Acabamento e insonorização: O nível de ruído interno é elevado, com plásticos que rangem e um isolamento acústico que permite a invasão excessiva do som do motor e do vento na cabine.
Jeep Renegade – Desmontado aos 60.000 km
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O Jeep Renegade encerrou seu teste de Longa Duração com um veredito de aprovação “com ressalvas”, após enfrentar problemas que contrastam com sua imagem de robustez. Equipado com o motor 1.8 de 132 cv e 19,1 kgfm, o modelo registrou média urbana de 7,9 km/l (etanol), uma melhora significativa de 14,5% em relação aos 6,9 km/l aferidos no início do teste. Com 4,23 m de comprimento, o SUV decepcionou no desmonte com vazamentos no radiador e panes no sistema start-stop. Se na pista ele esbanjou saúde com frenagens exemplares, o acúmulo de poeira interna e falhas nos coxins da suspensão mostraram que o “padrão Jeep” ainda precisava de ajustes na linha de montagem nacional. Veja o desmonte completo aqui.
Pontos positivos
• Evolução de consumo e performance: Ao final dos 60.000 km, o motor se mostrou plenamente amaciado, reduzindo o consumo rodoviário de 8,1 km/l para 9,8 km/l (etanol) e melhorando as retomadas.
• Qualidade do acabamento interno: Mesmo após o uso severo, os materiais emborrachados do painel mantiveram a montagem íntegra e sem a degradação visual comum em rivais com plásticos rígidos.
• Eficiência do sistema de frenagem: O Renegade manteve números de frenagem dignos de esportivos, parando de 120 km/h a 0 em 67,2 m, uma melhora sobre os 71,2 m iniciais.
Pontos negativos
• Falhas de vedação e invasão de pó: O desmonte revelou uma vedação ineficiente nas portas e colunas, permitindo que a poeira de estradas de terra invadisse cavidades estruturais e componentes elétricos.
• Fragilidade de periféricos do motor: Foram detectados vazamentos precoces de líquido de arrefecimento no radiador e fadiga nos coxins de suporte do motor antes do prazo esperado.
• Porta-malas limitado: Com apenas 260 litros (configuração com estepe padrão), o compartimento de carga é o menor da categoria, sendo insuficiente para o uso familiar em viagens.
Caoa Chery Tiggo 5X – Desmontado aos 60.000 km
A carroceria acabou sendo a parte mais surpreendente do SUV durante o desmonteFernando Pires/Quatro Rodas
O Tiggo 5X encerrou o teste de Longa Duração evidenciando um conjunto mecânico moderno, mas com arestas a aparar na calibração e ergonomia. Equipado com o motor 1.5 turbo de 150 cv e 21,4 kgfm, o modelo apresentou fôlego para retomadas, embora a usabilidade da central multimídia e a lógica de alguns comandos tenham gerado críticas constantes. Com 4,34 m de comprimento, o SUV enfrentou o desmonte revelando componentes de suspensão com desgaste acentuado, contrastando com a boa saúde interna do motor. Apesar de ter ficado visualmente defasado antes da metade do teste devido à reestilização precoce, o Tiggo 5X provou que a Caoa Chery subiu o degrau da robustez, mesmo que a experiência do usuário ainda demande refinamento. Veja o desmonte completo aqui.
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Pontos positivos
• Vigor do motor turbo: O bloco 1.5 manteve o desempenho consistente ao longo dos 60.000 km, com componentes internos apresentando níveis de desgaste dentro das tolerâncias de fábrica.
• Pacote de equipamentos: Na versão TXS, o modelo se destacou pelo nível de itens de série, como o teto solar panorâmico e ajustes elétricos para o banco do motorista, superiores a muitos rivais diretos.
• Evolução de design: Mesmo com a chegada do modelo reestilizado, o Tiggo 5X original manteve boa aceitação visual, com destaque para a iluminação Full LED e a qualidade de montagem da carroceria.
Pontos negativos
• Infotenimento problemático: A central multimídia original apresentou falhas frequentes de conexão com Android via apps de espelhamento e possui uma interface de operação pouco intuitiva.
• Desgaste da suspensão: O desmonte revelou fadiga precoce em buchas e batentes, além de ruídos que se tornaram mais presentes na cabine conforme a quilometragem avançava.
• Ergonomia e usabilidade: Críticas ao posicionamento invertido de comandos elétricos dos bancos e à necessidade de reativar funções como o Auto-Hold a cada partida do veículo.
Nissan Kicks – Desmontado aos 60.000 km
Kicks chega aos 60.000 km: é hora do desmonte total para análise das peçasXico Buny/Quatro Rodas
O Nissan Kicks encerrou sua jornada de 60.000 km com uma das melhores avaliações da história do Longa Duração, reafirmando a eficiência do projeto japonês. Movido pelo motor 1.6 de 114 cv e 15,5 kgfm, o SUV registrou consumo médio urbano de 12,4 km/l. Com 4,30 m, o Kicks provou no desmonte que a leveza da carroceria não comprometeu a durabilidade, apresentando motor, câmbio CVT e suspensão em estado de novos. Embora a vedação de poeira tenha sido um ponto de atenção, o SUV consolidou-se como referência em robustez mecânica e baixo custo de manutenção para o segmento. Veja o desmonte completo aqui.
Pontos positivos
• Integridade mecânica: O desmonte do motor 1.6 revelou ausência de carbonização e componentes com medidas nominais de fábrica, indicando potencial para rodar mais 100.000 km sem intervenções.
• Eficiência do câmbio CVT: A transmissão manteve o funcionamento suave e o óleo livre de limalhas ou sinais de superaquecimento, mesmo após o uso severo em tráfego urbano intenso.
• Saúde da suspensão: Buchas, batentes e amortecedores resistiram bravamente ao asfalto brasileiro, chegando ao final do teste sem folgas ou ruídos que indicassem fadiga prematura.
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Pontos negativos
• Vedação deficiente: A análise técnica apontou a entrada excessiva de poeira nas soleiras e em partes internas das portas, exigindo melhorias no isolamento das borrachas.
• Espaço no tanque de combustível: Com apenas 41 litros, a autonomia total do Kicks é limitada em viagens longas, exigindo paradas para abastecimento mais frequentes que os rivais.
• Performance sob carga: Quando carregado com passageiros e bagagem, o motor 1.6 aspirado sente o peso e exige reduções constantes do CVT, elevando o ruído na cabine.
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Fiat Argo – Desmontado aos 60.000 km
–Reprodução/Quatro Rodas
O Fiat Argo Drive encerrou seu teste de Longa Duração com um saldo amplamente positivo, consolidando-se como um projeto robusto e bem adaptado às vias brasileiras. Equipado com o motor Firefly 1.3 de 109 cv e 14,2 kgfm, o modelo entregou média urbana de 12,1 km/l. Com 3,99 m de comprimento, o hatch demonstrou no desmonte uma excelente saúde interna do bloco e uma evolução nítida na qualidade de montagem e vedação da cabine. Apesar de pequenos acúmulos de resíduos nas válvulas, o Argo provou ser um sucessor digno, com componentes de suspensão e freios apresentando desgaste abaixo da média para a quilometragem. Veja o desmonte completo aqui.
Pontos positivos
• Eficiência do motor Firefly: O motor 1.3 apresentou cilindros e pistões com medidas nominais de fábrica e baixíssimo nível de desgaste, reforçando a confiabilidade da nova família de propulsores.
• Robustez da suspensão: Mesmo enfrentando o uso severo em diferentes tipos de piso, o conjunto de suspensão chegou aos 60.000 km sem folgas excessivas em buchas ou vazamentos nos amortecedores.
• Evolução no acabamento: O desmonte revelou que a Fiat investiu em melhores fixações internas, resultando em uma cabine com baixíssimo índice de ruídos parasitas e boa preservação dos tecidos.
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Pontos negativos
• Carbonização de válvulas: A análise técnica detectou um acúmulo de resíduos acima do esperado nas válvulas de admissão, característica que exige atenção à qualidade do combustível e intervalos de manutenção.
• Calibração da direção elétrica: Durante o teste, foram relatadas críticas pontuais sobre a excessiva leveza do volante em velocidades rodoviárias, demandando correções constantes do motorista.
• Espaço no tanque de combustível: Com capacidade para 48 litros, a autonomia em viagens longas — especialmente quando abastecido com etanol — é inferior à de rivais que possuem tanques maiores.
Volkswagen Virtus – Desmontado aos 60.000 km
Desmontado, o Volkswagen revelou todos os seus segredosXico Buny/Quatro Rodas
O Volkswagen Virtus encerrou o Longa Duração com um atestado de robustez mecânica exemplar, confirmando a maturidade da plataforma MQB. Equipado com o motor 1.0 turbo de 128 cv e 20,4 kgfm, o modelo registrou consumo médio urbano de 11,8 km/l. Com 4,48 m de comprimento, o sedã revelou no desmonte um motor sem sinais de carbonização e um câmbio automático íntegro. No entanto, o teste também expôs ruídos em plásticos internos e uma sensibilidade excessiva da suspensão traseira em vias mal conservadas. Veja o desmonte completo aqui.
Pontos positivos
• Saúde do conjunto turbo: O motor TSI chegou aos 60.000 km com cilindros e pistões em estado de novos, comprovando a eficiência da engenharia de arrefecimento e lubrificação da marca.
• Espaço interno e porta-malas: O entre-eixos de 2,65 m e o porta-malas de 521 litros consolidaram o Virtus como a referência em utilidade familiar e conforto para as pernas no segmento.
• Integridade estrutural: O desmonte não revelou pontos de corrosão ou falhas de solda, e a vedação contra poeira e água nas guarnições das portas mostrou-se eficiente ao longo de todo o teste.
Pontos Negativos
• Qualidade dos plásticos: Apesar da boa montagem, o uso extensivo de materiais rígidos no painel e portas resultou em ruídos parasitas que incomodaram a equipe durante o uso rodoviário.
• Ruído na suspensão traseira: A análise técnica detectou um desgaste nos batentes traseiros, que causavam batidas secas ao trafegar por irregularidades ou com o veículo carregado.
• Custo das peças de desgaste: O valor de itens como discos de freio e pastilhas nas concessionárias mostrou-se elevado em comparação com os principais rivais da categoria.
Chevrolet Onix Plus – Desmontado aos 100.000 km
Chevrolet Onix Plus desmontado após 100.000 km rodadosFernando Pires/Quatro Rodas
O Chevrolet Onix Plus encerrou sua jornada de 100.000 km com um resultado que equilibra méritos mecânicos e ressalvas de acabamento. Equipado com o motor 1.0 turbo de 116 cv e 16,3 kgfm, o modelo registrou consumo médio de 12,4 km/l na cidade, superando os 11,9 km/l do antigo Prisma 1.4, seu antecessor direto. Com 4,47 m (+19 cm que o Prisma), o sedã revelou no desmonte um motor com integridade surpreendente, mas o longo convívio expôs a fadiga precoce de componentes da suspensão e ruídos de acabamento. Aprovado com louvor na parte da mecânica, o Onix Plus mostrou que a plataforma global é robusta, embora demande atenção aos detalhes de montagem interna. Veja o desmonte completo aqui.
Pontos positivos
• Saúde do motor turbo: A análise interna revelou que pistões, anéis e cilindros mantiveram medidas nominais de fábrica, sem sinais de carbonização excessiva ou desgaste por atrito aos 100.000 km.
• Eficiência da correia banhada a óleo: Apesar dos receios iniciais, o componente chegou ao final do teste em perfeitas condições, sem sinais de degradação ou contaminação do lubrificante.
• Custo-benefício de manutenção: Durante o ciclo estendido, o Onix Plus manteve um histórico de revisões com preços previsíveis e boa disponibilidade de peças na rede de concessionárias.
Pontos negativos
• Ruídos internos parasitas: O desmonte da cabine confirmou que as folgas entre plásticos do painel e das portas aumentaram consideravelmente, gerando barulhos que comprometem o conforto acústico.
• Fadiga da suspensão dianteira: Buchas de bandeja e batentes apresentaram desgaste acentuado antes do esperado, resultando em batidas secas ao trafegar por pisos irregulares.
• Qualidade da central MyLink: Ao longo dos 100.000 km, o sistema apresentou travamentos esporádicos e perda de conexão com smartphones, exigindo atualizações de software não programadas.
Fiat Strada – Desmontada aos 100.000 km
Fim da linha! Fiat Strada de Longa Duração foi desmontada e avaliada meticulosamenteFernando Pires/Quatro Rodas
A Fiat Strada encerrou seu teste de Longa Duração provando por que é a ferramenta de trabalho favorita do Brasil, mas não sem exibir cicatrizes de projeto. Equipada com o motor 1.3 de 109 cv e 14,2 kgfm, a picape registrou consumo urbano de 12,7 km/l. Com 4,47 m, o desmonte revelou um chassi íntegro e suspensão robusta, embora tenha exposto carbonização acima do ideal nas válvulas e falhas de serviço da rede autorizada. No balanço final, a Strada confirmou sua valentia estrutural, mas deixou claro que o novo motor Firefly demanda cuidados rigorosos com a manutenção e combustível. Veja o desmonte completo aqui.
Pontos positivos
• Robustez estrutural: O chassi e a caçamba chegaram aos 60.000 km sem trincas ou desalinhamentos, mesmo após o uso constante com carga, reafirmando a vocação para o trabalho.
• Saúde da suspensão traseira: O clássico eixo rígido com mola parabólica manteve a integridade total, sem sinais de fadiga ou necessidade de troca de componentes elásticos.
• Eficiência mecânica: Além do baixo consumo, o câmbio e a embreagem apresentaram desgaste mínimo, com o disco mantendo espessura muito próxima à de uma peça nova.
Pontos Negativos
• Carbonização no motor: A análise técnica das sedes de válvulas revelou acúmulo de resíduos carbonizados, o que pode comprometer a eficiência e o desempenho a longo prazo.
• Falhas de vedação: O desmonte da cabine encontrou pontos de infiltração de poeira e água, indicando que as guarnições das portas e da caçamba ainda permitem invasão externa.
• Qualidade do pós-venda: Durante o teste, a rede de concessionárias cometeu erros em revisões, incluindo o não cumprimento de itens obrigatórios do manual, o que acendeu um alerta sobre o serviço oficial.
Jeep Compass – Desmontado aos 100.000 km
–Fernando Pires/Quatro Rodas
O Jeep Compass T270 encerrou seu ciclo de 100.000 km provando que a modernização mecânica não comprometeu sua longevidade estrutural. Equipado com o motor 1.3 turbo de 185 cv e 27,5 kgfm, o SUV registrou consumo médio urbano de 9,2 km/l. Com 4,40 m de comprimento, o modelo enfrentou o desmonte revelando um bloco em excelente estado e componentes de transmissão íntegros, embora o histórico tenha sido marcado por um consumo de óleo atípico no início e ruídos de acabamento que surgiram com a quilometragem avançada. O veredito é de aprovação, consolidando o motor GSE como um sucessor eficiente e robusto. Veja o desmonte completo aqui.
Pontos positivos
• Vigor mecânico aos 100.000 km: O motor apresentou cilindros e pistões com desgaste mínimo, mantendo números de aceleração (9,8 s no 0 a 100 km/l) e compressão idênticos aos de quando o carro era novo.
• Eficiência do câmbio automático: A transmissão de seis marchas chegou ao final do teste com trocas suaves e óleo livre de limalhas, sem apresentar sinais de fadiga ou superaquecimento nos discos.
• Robustez da plataforma: O desmonte estrutural não encontrou trincas ou folgas em pontos de solda, e a suspensão manteve o alinhamento e a integridade das buchas mesmo após o uso em estradas de terra.
Pontos negativos
• Histórico de consumo de óleo: Durante a primeira metade do teste, o motor exigiu reposições de lubrificante fora do intervalo de revisão, problema mitigado apenas após atualizações de software da fabricante.
• Ruído dos pneus originais: A equipe relatou ressonância excessiva na cabine vinda do rodar dos pneus, um problema de isolamento acústico que só foi amenizado com a substituição do jogo completo.
• Degradação de periféricos: O sistema start-stop apresentou falhas intermitentes perto do fim do teste devido ao desgaste da bateria especial, um componente de reposição com custo consideravelmente elevado.
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