Novo Renault Duster estreia na Índia com versão híbrida e pode vir ao Brasil
Ainda em espera por novidades no Brasil, o Renault Duster ganhou uma nova terceira geração, revelada na Índia e que indica os caminhos para a versão nacional do SUV compacto. Além de trazer um novo design e troar a plataforma, o utilitário estreia uma nova motorização híbrida plena (HEV) com motor 1.8, posicionando-se como uma peça-chave na estratégia internacional da Renault.
Antes de detalhar o SUV, é preciso explicar como esta terceira geração pode ser “nova”. O Duster já tinha mudado na Europa pela terceira vez, adotando a plataforma CMF-B usada por outros carros na região, vendido tanto pela Dacia quanto pela Renault. Este modelo se difere do europeu por ser construído sobre a plataforma modular RGMP — a mesma que equipa o Kardian e o recém-lançado Boreal no Brasil.
–Divulgação/Renault
A apresentação indiana contou com a presença do CEO global da marca, Fabrice Cambolive, reforçando a importância do projeto para mercados emergentes, incluindo a América do Sul. Ariel Montenegro, presidente da marca no Brasil, já havia comentado em diversas ocasiões que o Duster receberá novidades e que faz parte dos planos da empresa.
Além da troca de plataforma, o novo Duster traz uma motorização inédita. Diferente do sistema 1.6 E-Tech oferecido na Europa, o Renault Duster 2027 adota um motor 1.8 aspirado de ciclo Atkinson, combinado a dois motores elétricos e uma bateria de 1,4 kWh. O gerenciamento é feito por um câmbio automático multimodos que, segundo a fabricante, oferece o equivalente a oito marchas.
Continua após a publicidade
–Divulgação/Renault
Embora a potência combinada deste conjunto híbrido não tenha sido oficializada na Índia, a expectativa é que supere os 145 cv das versões europeias menores, focando em eficiência energética superior.
Para quem prefere desempenho tradicional, o SUV mantém o conhecido motor 1.3 turbo (TCe). Na configuração apresentada, ele entrega 163 cv e 28,5 kgfm de torque, acoplado a um câmbio automatizado de dupla embreagem de 6 marchas.
Continua após a publicidade
A adoção da plataforma RGMP permitiu ao Duster evoluir dinamicamente. A nova arquitetura promete reduzir a rolagem da carroceria em curvas e melhorar o isolamento acústico, pontos críticos em SUVs de entrada. A tração pode ser 4×2 ou 4×4, dependendo da versão, mantendo a tradição off-road do modelo.
–Divulgação/Renault
O uso de componentes compartilhados com SUVs médios da aliança permitiu a instalação de um pacote ADAS (sistemas de assistência ao condutor) mais robusto, essencial para competir com rivais renovados que já oferecem frenagem autônoma e controle de cruzeiro adaptativo.
Continua após a publicidade
Visualmente, o Renault Duster 2027 segue a escola robusta do “irmão” europeu Dacia, mas com identidade própria. A grade frontal exibe o nome “DUSTER” por extenso e os faróis em LED trazem assinatura exclusiva. Na traseira, as lanternas em formato de “Y” são interligadas, ampliando a sensação de largura.
Assine as newsletters QUATRO RODAS e fique bem informado sobre o universo automotivo com o que você mais gosta e precisa saber.
Inscreva-se aqui
para receber a nossa newsletter
Aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril.
Cadastro efetuado com sucesso!
Você receberá nossa newsletter todas as quintas-feiras pela manhã.
Nas dimensões, o modelo mantém o porte que o consagrou. Tomando como base a variante europeia, o SUV mede 4,34 m de comprimento e 2,66 m de entre-eixos. O porta-malas segue generoso, na casa dos 594 litros (padrão líquido), um dos maiores da categoria.
O interior dá um salto de qualidade, integrando o painel de instrumentos digital e a central multimídia em uma única peça flutuante, voltada para o motorista. O sistema operacional foi desenvolvido em parceria com o Google, garantindo fluidez e conectividade nativa, similar ao que vemos em modelos de segmento superior.
Publicidade
Leia a materia completa na fonte original:
Ver no Quatro Rodas