Mobi e Kwid despencam mais de 60% em abril e provam: barato não convence mais
Foi-se o tempo em que o brasileiro olhava apenas o preço para comprar um carro. Hoje, o consumidor avalia tecnologia, desempenho, espaço e até percepção de valor. E os números mais recentes mostram isso com clareza.
Prova disso são os dados consolidados até o dia 13 de abril, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave)
Mesmo sendo os modelos mais baratos do mercado, Fiat Mobi e Renault Kwid registraram quedas fortes nas vendas, indicando uma mudança no comportamento de compra.
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Fiat Mobi perde força mesmo sendo o mais barato
O Fiat Mobi sempre foi a porta de entrada da marca e um dos carros mais acessíveis do Brasil. Equipado com motor 1.0 Firefly de três cilindros, entrega até 75 cv e torque de 10,7 mkgf com etanol.
No tamanho, é compacto: 3,60 metros de comprimento e entre-eixos de 2,30 m. O porta-malas também é limitado, com 200 litros.
Em equipamentos, traz o básico necessário:
• Direção elétrica
• Ar-condicionado
• Controle de estabilidade
• Computador de bordo
• Vidros elétricos dianteiros
Mesmo assim, o modelo não tem conseguido sustentar o volume de vendas.
Em abril, o Mobi soma 1.634 unidades vendidas, com queda de -43,6% em relação ao mês anterior. É uma das maiores retrações do mercado.
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Renault Kwid também recua
O Renault Kwid segue a mesma proposta: preço baixo e foco em economia. Na versão Zen, utiliza motor 1.0 aspirado com até 71 cv e torque de 10 mkgf com etanol.
Renault Kwid – Foto: divulgação
As dimensões são um pouco maiores que as do rival:
• 3,68 metros de comprimento
• 2,42 m de entre-eixos
• Porta-malas de 290 litros
Na lista de equipamentos, o modelo traz alguns diferenciais:
• Sistema Stop&Start
• Controle de estabilidade
• Assistente de partida em rampa
• Luzes DRL
Mesmo com esses itens, o desempenho nas vendas também caiu.
O Kwid registra 2.038 unidades em abril, com retração de -21,1%.
Preço baixo já não é suficiente no mercado automotivo brasileiro
Os números deixam claro que o fator preço, sozinho, já não sustenta a decisão de compra.
Hoje, o consumidor compara mais:
• Nível de tecnologia
• Desempenho do motor
• Espaço interno
• Itens de conforto
Nesse cenário, modelos mais completos, mesmo com preço maior, acabam ganhando vantagem.
E você, como avalia esse cenário? Você acha que esses modelos ainda podem surpreender o mercado brasileiro? Comente e compartilhe a sua opinião com outros leitores do Garagem360.
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