Quatro Rodas

Mercedes-AMG GT 63 S é um híbrido plug-in que não nasceu para economizar

Mercedes-AMG GT 63 S é um híbrido plug-in que não nasceu para economizar

Lançado em 2014 como o primeiro modelo sob a nomenclatura Mercedes-AMG e para suceder o SLS AMG, o AMG GT já pode ser considerado um ícone da marca. Agora, o superesportivo estreia sua segunda geração com um título nada modesto: o de carro de rua mais rápido já produzido pela marca.

E não acabou. Ele entra para a era da eletrificação e torna-se um híbrido plug-in, mas sem qualquer intenção de ser um supercarro econômico, a começar pelo preço. O Mercedes-AMG GT 63 S E Performance parte de R$ 1.735.900, mas passa facilmente dos R$ 2 milhões com o alto nível de personalização oferecido pela marca.

Fernando Pires/Quatro Rodas

O AMG GT mantém suas linhas clássicas, com capô longo, cabine recuada e traseira curta, como em um SL da década de 1950. A diferença fica na modernidade e agressividade das linhas, cada vez mais aerodinâmicas. Na dianteira, o enorme capô tem vincos que cortam o vento. A traseira, tem lanternas segmentadas e com relevos.

De lado, destacam-se as rodas, que são de 20” como padrão. Como opcionais, há rodas de 21” que custam entre R$ 33.500 e R$ 61.100 extras. Outros opcionais incluem teto panorâmico, por R$ 14.300, tampa de combustível estilizada, por R$ 1.600, e cores especiais para a carroceria, com opções entre R$ 19.800 e R$ 115.900. O preto metálico da unidade avaliada é gratuito.

Fernando Pires/Quatro Rodas

O interior do modelo segue o layout dos Mercedes a combustão (os elétricos têm painéis diferentes). A tela de 11,9” parece apoiada no painel e tem Android Auto e Apple CarPlay sem fio, além de outros sistemas interativos, como a apresentação dos fluxos de energia e de um relógio IWC digital.

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O quadro de instrumentos tem 12,2” e diversas opções de apresentação, das mais básicas às mais completas, com detalhadas informações técnicas e de desempenho. O head-up display é opcional, por mais R$ 15.700.

Fernando Pires/Quatro Rodas

Luxuoso, o interior tem ainda opções para revestimento de bancos e painel (até R$ 18.300), e de tipos de volante, por até R$ 9.800, no caso da peça com fibra de carbono. O sistema de som da unidade também é opcional: um Burmester de 15 alto-falantes, que custa R$ 58.900.

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Mas se o Mercedes-AMG GT sabe ser luxuoso, sabe ainda mais como ser esportivo. Ele passa a ser equipado com um conjunto híbrido plug-in, que combina um motor V8 4.0 biturbo a gasolina a um motor elétrico. Sozinho, o motor a combustão entrega 612 cv e 86,7 kgfm. O elétrico, 204 cv e 32,6 kgfm. Combinados, eles chegam aos 816 cv e (surreais) 144,8 kgfm. A tração é integral e, o câmbio, tem nove marchas, com funcionamento excepcionalmente rápido e assertivo.

Assim, em nossos testes, ele foi de 0 a 100 km/h em 2,9 s, batendo o recorde de esportivo híbrido mais rápido já testado por QUATRO RODAS. Ele iguala o tempo ao do Porsche 911 Turbo S.

Fernando Pires/Quatro Rodas

Para completar a mecânica, os motores elétricos são alimentados por uma bateria de 6,1 kWh, pequena para um plug-in e com apenas 13 km de autonomia elétrica, mas não por acaso. É que o sistema E Performance não nasceu com intenções de tornar superesportivos mais econômicos, e sim mais rápidos pelo auxílio do motor elétrico.

Por ser pequena, é fácil para que o motor a combustão a mantenha com carga necessária (como um gerador) para quando o máximo de desempenho for exigido. Dificilmente será necessário carregar o modelo na tomada (cuja potência máxima de recarga é de 3,7 kW), justamente pela proatividade do motor a combustão de fazê-lo.

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Fernando Pires/Quatro Rodas

Ela também é pequena para não adicionar tanto peso ao AMG GT. Por outro lado, não dá para negar que o sistema ajuda no consumo. Em nossos testes, as médias obtidas foram de 8,5 km/l na cidade e, 9,7 km/l, na estrada, boas para os 816 cv do conjunto.

Andar com o AMG GT, no entanto, não é uma tarefa fácil e exige, acima de cuidado, experiência. Trata-se de um supercarro arisco e que não foi feito para se andar no dia-a-dia, e com acelerações tão rápidas que podem assustar mesmo quem está no controle.

Fernando Pires/Quatro Rodas

A tração integral, o eixo traseiro esterçante em até 2,5° e os sistemas de segurança ajudam a manter o modelo na linha, mas em acelerações mais fortes ele soa como um touro brabo, ameaçando jogar a carroceria para os lados. Acompanha ainda um ronco alto e estralado, desde que não esteja no modo elétrico. Isso empolga, e muito, mas exige experiência para domá-lo.

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Fernando Pires/Quatro Rodas

Mesmo sem pressionar tanto o pedal do acelerador, o que é possível, é necessário tomar cuidado com buracos, valetas, lombadas, entre outros obstáculos do solo, já que o cupê é baixo e tem a visibilidade prejudicada (ele tem sensores e câmeras 360°), os pneus são finos e, a suspensão, tem ajuste rígido.

Embora seja mais confortável do que se espera, é um carro cansativo para uso diário. Ao passar em lombadas, por exemplo, atenção redobrada, já que não há sistema de lift para elevar a dianteira. É possível apenas recolher a aba aerodinâmica feita em carbono, de 40 mm, que fica debaixo do carro. Essa aba se estende automaticamente a partir dos 80 km/h. Quem também aparece aos 80 km/h é o spoiler.

Fernando Pires/Quatro Rodas

A posição de dirigir é a mais clássica possível para um superesportivo. O motorista fica ao centro do veículo, e bastante próximo do chão. Os bancos têm pronunciadas abas laterais, que seguram bem o corpo em curvas, e há um sistema bastante útil para posicionamento de bancos e volante seguindo a altura do passageiro.

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Por fim, não torça o nariz para a eletrificação. O AMG GT S E Performance é prova de que ela pode ser muito bem explorada.

Fernando Pires/Quatro Rodas

Híbrido mais rápido já testado em QUATRO RODAS, o AMG GT mostra o que é ser um clássico sem parar no tempo. Tecnológico e luxuoso, o superesportivo empolga como poucos carros à venda no Brasil.

Fernando Pires/Quatro Rodas

Ficha técnica – Mercedes-AMG GT 63 S E Performance

Motor: gasolina, dianteiro, 8 cilindros em V, 3.982 cm³, biturbo, 612 cv a 5.750 rpm, 86,7 kgfm a 2.500 rpm; elétrico, traseiro, 204 cv, 32,6 kgfm; combinados, 816 cv, 144,8 kgfm

Bateria: íons de lítio, 6,1 kWh, autonomia, 13 km

Câmbio: aut., 9 marchas, tração integral

Direção: elétrica

Suspensão: a ar, independente, duplo A

Freios: cerâmica, discos nas quatro rodas

Pneus: 295/55 R21 (diant.), 305/30 R21 (tras.)

Dimensões: compr., 472,8 cm; larg., 210 cm; alt., 135,4 cm; entre-eixos, 270 cm; porta-malas, 230 l; peso, 2.195 kg; tanque de combustível, 70 litros

Testes – Mercedes-AMG GT 63 S E Performance

Aceleração

0 a 100 km/h – 2,9 s

0 a 1.000 m – 19,3 s / 273,5 km/h

Velocidade máxima – 320 km/h (dado de fábrica)

D 40 a 80 km/h – 1,3 s

D 60 a 100 km/h – 1,4 s

D 80 a 120 km/h – 1,8 s

60/80/120 km/h a 0 – 12,6/22,3/49,6 m

Urbano – 8,5 km/l

Rodoviário – 9,7 km/l

Ruído interno

Neutro/RPM máx. – – / 74,7 dBA

80/120 km/h – 75 / 75 dBA

Velocidade real a 100 km/h – 95 km/h

Rotação do motor a 100 km/h – 1.500 rpm

Volante – 1,7 voltas

Preço básico – R$ 1.735.900

Garantia – 2 anos

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Leia a materia completa na fonte original:

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