Leapmotor injeta R$ 30 milhões no Palmeiras; BYD responde com R$ 600 milhões para o São Paulo
O futebol brasileiro pode viver uma nova guerra milionária envolvendo montadoras chinesas nos próximos meses.
De um lado, o Palmeiras fechou recentemente uma parceria importante com a Leapmotor para estampar a marca no uniforme do clube.
Do outro, a BYD negocia um acordo muito maior financeiramente, mas com uma estratégia completamente diferente.
Segundo informações divulgadas pelo UOL, a BYD discute um contrato bilionário envolvendo os naming rights de um dos estádios mais tradicionais do país.
Já o Palmeiras, conforme revelou inicialmente o portal Nosso Palestra, acertou um novo patrocínio voltado diretamente à camisa e propriedades esportivas do clube.
Apesar de envolverem o futebol e montadoras chinesas, os dois acordos têm objetivos bem diferentes.
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BYD negocia mudança no nome do Morumbi
De acordo com informações publicadas pelo UOL, a BYD negocia um contrato que pode movimentar cerca de R$ 600 milhões ao longo de dez anos.
A proposta prevê aproximadamente R$ 60 milhões por temporada para alterar o nome do estádio do São Paulo para “MorumBYD”.
Diferente de um patrocínio tradicional em uniforme, a ideia aqui envolve naming rights, ou seja, a troca do nome oficial do estádio.
Caso o acordo seja fechado, o Morumbi passaria a carregar diretamente o nome da montadora chinesa em transmissões esportivas, eventos, conteúdos digitais e materiais publicitários.
Segundo o UOL, o contrato pode transformar o estádio em um dos naming rights mais valiosos do futebol brasileiro.
Internamente, o clube ainda aguarda uma resposta oficial da BYD sobre aprovação final dos valores e condições do acordo.
Estratégia da BYD vai além do futebol
A movimentação da BYD não envolve apenas exposição esportiva.
O objetivo da montadora seria ampliar ainda mais sua presença no mercado brasileiro aproveitando a enorme visibilidade do futebol nacional.
Entre os principais benefícios esperados estão:
• Exposição nacional constante da marca
• Presença em transmissões esportivas
• Associação direta a grandes eventos
• Fortalecimento comercial no Brasil
Segundo o UOL, a estratégia também é vista como uma resposta ao crescimento comercial de rivais que vêm ampliando presença no futebol brasileiro.
Contrato atual do Morumbi pode chegar ao fim
Atualmente, o estádio opera sob o nome “MorumBIS”, ligado à Mondelez.
O acordo atual foi assinado no fim de 2023 e rende cerca de R$ 25 milhões por ano ao clube.
Entretanto, segundo informações do UOL, a renovação da parceria é considerada improvável neste momento.
Questões econômicas envolvendo o mercado de commodities, especialmente o cacau, acabaram esfriando as conversas entre as partes.
Se a negociação com a BYD avançar, o salto financeiro será enorme.
O clube praticamente mais que dobraria a receita anual obtida hoje com os naming rights do estádio.
Palmeiras fecha acordo com Leapmotor para uniforme
Enquanto a BYD negocia um projeto ligado ao nome de estádio, o Palmeiras fechou um acordo mais tradicional envolvendo patrocínio esportivo.
Segundo informações divulgadas inicialmente pelo portal Nosso Palestra, a Leapmotor assumirá o espaço nas costas da camisa alviverde após o fim da parceria com a Fictor.
O contrato pode atingir R$ 30 milhões por temporada em vínculo válido por dois anos.
Os valores estão divididos da seguinte forma:
• R$ 20 milhões fixos por temporada
• Até R$ 10 milhões extras via metas e projetos incentivados
O patrocínio aparecerá:
• No futebol masculino profissional
• No futebol feminino
• Em categorias de base e propriedades específicas
Lei de Incentivo amplia potencial do acordo
Segundo o Nosso Palestra, parte dos valores adicionais poderá ser atingida via Lei Federal de Incentivo ao Esporte.
A legislação permite que empresas tributadas pelo lucro destinem entre 2% e 4% do Imposto de Renda devido para projetos esportivos aprovados pelo Governo Federal.
Além disso, projetos aprovados podem receber patrocínio com 100% de isenção fiscal.
Os R$ 20 milhões fixos por temporada já estão garantidos contratualmente.
Os movimentos de BYD e Leapmotor mostram como as montadoras chinesas estão ampliando presença também no futebol brasileiro. Apesar de envolverem cifras milionárias, os projetos seguem caminhos diferentes.
Enquanto a BYD negocia uma estratégia ligada aos naming rights do estádio, buscando transformar o nome do Morumbi em “MorumBYD”, a Leapmotor aposta em exposição direta na camisa do Palmeiras e nas propriedades esportivas do clube.
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