Jeep Renegade híbrido nacional terá eficiência limitada como Fiat Pulse; entenda
Mesmo com mais de dez anos sendo vendido no Brasil sem mudar de geração, o Jeep Renegade está prestes a passar por mais uma atualização. Desta vez, além de mudanças no visual, o SUV compacto receberá o mesmo painel do Jeep Compass e adotará eletrificação em grande parte da gama. Uma escolha técnica, porém, deve limitar a redução no consumo de combustível.
A Jeep optou por uma mecânica híbrida leve mais simples e menos complexa do que a disponível na Europa. Por lá, o Jeep Renegade E-Hybrid, vendido entre 2022 e 2025, combinava o motor 1.5 GSE Turbo de ciclo Miller, com 131 cv e 24,5 kgfm, a um motor elétrico de 48 volts, com 20 cv e 5,6 kgfm, integrado ao câmbio automatizado de dupla embreagem 7HDT300, de sete marchas. Era justamente essa transmissão que fazia a diferença no funcionamento do sistema.
Graças às embreagens, era possível desacoplar motor e câmbio. Assim, o motor elétrico conseguia mover o carro sozinho em manobras de ré, em deslocamentos em marcha lenta e até em congestionamentos, usando o sistema stop & go. A regeneração de energia também atuava até velocidades muito baixas. Na Europa, esse conjunto permitia reduções de consumo na casa dos 15%.
Maquete do Bio-Hybrid e-DCT, que combinava o BSG com um câmbio de dupla embreagem com motor elétrico integrado, foi mostrada no BrasilDivulgação/Stellantis
A Stellantis chegou a indicar que teria um sistema Bio-Hybrid E-DCT no Brasil, o que abriria caminho para o uso do mesmo câmbio por aqui. No entanto, segundo o site Autos Segredos, o Jeep Renegade Hybrid 2027 nacional manterá o câmbio automático convencional de seis marchas já utilizado atualmente.
Continua após a publicidade
A permanência do câmbio com conversor de torque, em vez de embreagens, impede a desconexão entre motor e transmissão. Com isso, o motor elétrico não consegue mover o carro sozinho e os momentos de regeneração de energia ficam limitados. São restrições semelhantes às enfrentadas pelos Fiat Pulse e Fastback equipados com sistema híbrido leve de 12 volts associado ao motor 1.0 turbo.
Assine as newsletters QUATRO RODAS e fique bem informado sobre o universo automotivo com o que você mais gosta e precisa saber.
Inscreva-se aqui
para receber a nossa newsletter
Aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril.
Cadastro efetuado com sucesso!
Você receberá nossa newsletter todas as quintas-feiras pela manhã.
Em teoria, câmbios de dupla embreagem são mais leves e mais eficientes, pois não dependem de um conversor de torque. Isso significa menos perda de potência e uma resposta mais rápida, o que poderia aproveitar melhor o impulso do motor elétrico. No entanto, a Stellantis parece estar priorizando durabilidade e simplicidade, e evitando a má fama dos câmbios de dupla embreagem no Brasil.
Continua após a publicidade
Sistema elétrico mais parrudo
–Marlos Ney Vidal/Autos Segredos
Ao menos o sistema elétrico do Renegade Hybrid será mais robusto. De acordo com o Autos Segredos, o SUV utilizará o motor 1.3 Turbo 270 Flex, de 176 cv e 27,5 kgfm, combinado a um sistema híbrido leve MHEV de 48 volts, com motor elétrico de 28 cv e 5,6 kgfm. Além disso, haverá um BSG (belt starter generator) no lugar do alternador e do motor de partida, o que permite partidas mais suaves e rápidas durante o funcionamento do start-stop.
Há, portanto, um avanço em relação aos Pulse e Fastback, que dependem apenas do impulso do BSG para reduzir consumo. Ainda assim, essa solução pode ser explicada pelo peso do Renegade: na versão Altitude, são 1.476 kg, cerca de 250 kg a mais que um Pulse. O motor elétrico dedicado pode ajudar ao fornecer torque adicional e aliviar o esforço do 1.3 turbo em determinadas situações.
Continua após a publicidade
O Jeep Renegade Hybrid 2027 terá a bateria de 48 volts posicionada sob o banco do motorista, como ocorre nos híbridos nacionais da Fiat. Nos modelos europeus, a bateria ficava no túnel central, com arrefecimento líquido. Uma unidade eletrônica será responsável por gerenciar a entrega de potência e a recarga da bateria durante o uso.
Mudanças no visual
–Ádanno Girão/Quatro Rodas
Continua após a publicidade
O Renegade 2027 marcará a quarta reestilização do modelo no mercado brasileiro, agora associada à eletrificação. Na dianteira, os faróis terão luzes diurnas divididas em quatro segmentos, acompanhadas de nova grade — mantendo as sete fendas — e para-choque redesenhado. A lateral contará com novas rodas, enquanto a traseira receberá um novo para-choque.
No interior, a principal novidade será a adoção do painel do Jeep Compass, com central multimídia de 10,1 polegadas destacada do painel. O quadro de instrumentos digital de 7 polegadas será mantido.
Versões e lançamento
O Renegade 2027 tem lançamento previsto para março. A linha será composta pelas versões Sport T270, Altitude Hybrid, Longitude Hybrid, Sahara Hybrid e Willys 4×4. A maioria contará com o sistema MHEV de 48 volts, enquanto a versão de entrada Sport e a topo de linha com tração 4×4 seguirão com a motorização atual, sem eletrificação.
Publicidade
Leia a materia completa na fonte original:
Ver no Quatro Rodas