GWM Haval H6 2027 estreia mais potente e com a última mudança que faltava: motor flex
A linha 2027 do GWM Haval H6 traz a mudança mais importante do SUV desde a sua estreia no mercado brasileiro. Toda a gama passa a motor flex combinado ao seu conjunto híbrido, uma solução técnica que não apenas adapta o carro ao combustível mais limpo, mas garante isenções tributárias fundamentais para manter o modelo competitivo.
Preços do GWM Haval H6 Flex 2027:
• Haval H6 HEV One Flex – R$ 199.900 (aumento de R$ 900)
• Haval H6 HEV2 Flex – R$ 225.000 (aumento de R$ 1.000)
• Haval H6 PHEV19 Flex – R$ 250.000 (aumento de R$ 1.000)
• Haval H6 PHEV35 Flex – R$ 290.000 (aumento de R$ 1.000)
• Haval H6 GT PHEV35 Flex – R$ 326.000 (sem aumento)
O motor 1.5 turbo com injeção direta, que serve de base para as versões híbridas convencionais (HEV) e plug-in (PHEV), recebeu uma calibração dedicada. O sistema foi desenvolvido pela divisão brasileira ao longo de 12 meses, sendo que 8 meses do projeto foram executados no Brasil.
A engenharia da marca aplicou algoritmos da Bosch capazes de ler a proporção da mistura no tanque, ajustando a queima em tempo real para lidar com o percentual de água presente no etanol hidratado brasileiro. Isoladamente, o motor a combustão rende 150 cv e 24,4 kgfm – mesmos números da versão a gasolina. O que muda é que a curva de torque escala um pouco mais rápido entre 1.200 e 1.800 rpm, momento em que o motor alcança seu pico de torque.
–Henrique Rodriguez/Quatro Rodas
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O motor 1.5 turboflex da GWM segue funcionando em ciclo Miller, que otimiza o consumo de combustível aumentando o tempo de abertura das válvulas de admissão nos tempos de admissão e compressão. Isso reduz perdas mecânicas durante o funcionamento do motor.
l ser mais agressivo que a gasolina também levou a troca das velas de ignição, filtros e bombas de combustível, linhas de combustível e também levou à troca dos bicos injetores. Este motor também tem sensor de etanol, que entende a mistura de etanol e gasolina antes da queima, permitindo correções mais rápidas na injeção eletrônica.
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Pelas regras tributárias paulistas, modelos híbridos flex produzidos no estado com valor de até R$ 261.154 têm isenção total do IPVA em 2026 e desconto de 75% em 2027. O benefício abarca diretamente três das cinco versões da nova gama: HEV One, HEV2 e PHEV19 terão isenção total do imposto em 2026 e um desconto de 75% em 2027.
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Vale dizer que nem todas as unidades do GWM Haval H6 são montadas no Brasil. A produção em Iracemápolis (SP) ainda não dá conta de toda a demanda pelas versões do SUV. No entanto, 65% dos Haval H6 emplacados em abril foram montados no Brasil.
–Henrique Rodriguez/Quatro Rodas
Mesmo bebendo etanol, o que realmente dita o ritmo do Haval H6 é o conjunto híbrido. A configuração de entrada HEV2 combina o 1.5 turbo a um motor elétrico para entregar 248 cv e 54,5 kgfm, uma diferença discreta frente aos 243 cv e 55 kgfm.
Esta versão ainda recebeu um novo câmbio DHT de duas marchas com função de desacoplamento, troca o motor e o gerador por um único motor com duas funções e um novo sistema de lubrificação. Sua bateria agora fica alocada sob o assoalho e passa a ter capacidade menor, de 1,53 kWh – ante a de 1,67 kWh da geração anterior. A fabricante diz que essa redução é compensada pelo maior aproveitamento da energia, de 30-80% para 25-85% por ser de uma nova geração. Além disso
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Na intermediária PHEV19, um motor elétrico dianteiro mais potente eleva a conta para 326 cv e 54,5 kgfm (contra os 55,1 kgfm anteriores), extraindo energia de uma bateria de 19 kWh que agora promete 78 km de autonomia puramente elétrica, um aumento de 5 km.
No topo da tabela, as variantes PHEV35 e GT adicionam um motor elétrico no eixo traseiro. Na linha 2027, as duas versões estreiam o câmbio DHT de quatro marchas visto pela primeira vez no Wey 07. Esse câmbio, de acordo com a GWM, permite que o carro encontre o melhor ponto de eficiência do motor a combustão.
Essa mudança levou o H6 GT e PHEV35 a manter os 393 cv, mas seu torque máximo foi reduzido de 77,8 kgfm para 65,5 kgfm. Apesar da redução, o tempo de 0 a 100 km/h baixou 0,1 s para 4,7 s no GT e 4,8 s no PHEV35. O alcance elétrico subiu de 119 km para 126 km, graças à otimização do motor elétrico dianteiro. A bateria tem 35 kWh.
Como fica o consumo do GWM Haval H6 Flex
–Henrique Rodriguez/Quatro Rodas
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A grande dúvida sobre a eficiência do conjunto híbrido operando com o combustível vegetal foi respondida na tabela oficial de etiquetagem do Inmetro. Na configuração puramente híbrida (sem recarga externa) HEV One e HEV2, o consumo urbano atinge ótimos 15,8 km/l com gasolina e 10,2 km/l com etanol, enquanto as médias rodoviárias ficam em 13,0 km/l e 9,0 km/l. A eficiência deles melhorou em até 7,5% na cidade e 14% na estrada.
As opções plug-in variam conforme o tamanho da bateria. A versão intermediária PHEV19 registra médias urbanas de 14,7 km/l com gasolina e 10,0 km/l com etanol, ao passo que o consumo rodoviário fica em 11,7 km/l e 7,8 km/l, respectivamente. Isso representa uma melhora de 8,8% na cidade e 8,4% na estrada.
As opções plug-in PHEV35 e GT repetem os números de eficiência mesmo carregando um motor elétrico extra na traseira e tração integral, registrando 12,5 km/l na cidade e 10,7 km/l na estrada com gasolina (9,2 km/l e 7,4 km/l com etanol). A eficiência deles melhorou em até 4,7% na cidade e 4,2% na estrada.
Abaixo, confira as médias homologadas de consumo de toda a linha:
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Versão / Modelo 2027
Cidade (Gasolina)
Cidade (Etanol)
Estrada (Gasolina)
Estrada (Etanol)
Autonomia Elétrica
Haval H6 HEV One
N/A (Híbrido)
Haval H6 HEV2
N/A (Híbrido)
Haval H6 PHEV19
77 km (Inmetro)
Haval H6 PHEV35
126 km (Inmetro)
Haval H6 GT PHEV35
126 km (Inmetro)
Suspensão corrigida e interior atualizado
A chegada do motor flex coroa o pacote de atualizações recém-aplicado na linha 2026 do utilitário. O visual dianteiro ganhou uma grade trapezoidal mais definida e novos faróis diurnos, mas a evolução mais importante está escondida nas caixas de roda. A GWM reajustou a suspensão e instalou batentes mecânicos nos amortecedores dianteiros. A medida tenta eliminar as batidas secas ao passar por valetas, uma das principais reclamações dos proprietários da primeira leva.
A cabine também mudou para resolver problemas de ergonomia. O seletor de marchas giratório saiu do console central e virou uma alavanca na coluna de direção, liberando espaço para um carregador de celular por indução de 50 W com ventilação. No painel, a nova central multimídia de 14,6 polegadas agora roda o sistema operacional Coffee OS 3, que corrigiu o sumiço da barra inferior durante o uso do Android Auto e Apple CarPlay.
A transição para a linha 2027 será feita de forma gradual, conforme a produção nacional ganha ritmo e os estoques importados chegam ao fim.
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