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Elon Musk brasileiro é investigado por esquema de pirâmide na venda antecipada

Elon Musk brasileiro é investigado por esquema de pirâmide na venda antecipada

A Lecar, empresa do empresário Flávio Figueiredo Assis, entrou no radar das autoridades após suspeitas de esquema de pirâmide financeira envolvendo a venda antecipada de veículos híbridos.

Segundo o Ministério da Fazenda, há indícios relevantes de conduta potencialmente fraudulenta, com características comuns a modelos considerados irregulares no mercado.

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Modelo de venda é o principal alvo da investigação da Lecar

O ponto central da apuração está no formato chamado de “Compra Programada”.

Nesse modelo, o cliente assume pagamentos em prazos de 48, 60 ou 72 meses, sem juros, com a promessa de receber o veículo na metade do período. O problema é que a empresa não possui autorização para operar nesse tipo de modalidade.

Além disso, o pagamento é feito por boletos emitidos pela própria empresa, o que não caracteriza um financiamento tradicional e foge das práticas reguladas do setor. As informações são do portal Metrópoles

Elon Musk brasileiro – Foto: divulgação

Veículos da Lecar ainda não existem na prática

Outro fator que pesa na investigação é a ausência de estrutura real para produção.

A Lecar comercializa dois modelos: o SUV cupê 459 e a picape Campo. No entanto, os veículos não estão prontos e não há fábrica construída para viabilizar a produção.

Durante o último Salão do Automóvel, a marca apresentou apenas um conceito feito de isopor, sem peças reais ou protótipo funcional. Isso reforça a suspeita de venda baseada em promessa, e não em produto validado.

Contrato simples da Lecar chama atenção

O contrato apresentado aos clientes também levantou dúvidas.

Com apenas sete cláusulas, o documento é considerado enxuto demais para uma operação desse porte. Especialistas apontam que contratos desse tipo costumam ser mais detalhados justamente para garantir segurança jurídica.

Na época, o valor anunciado era de R$ 159.300, com pagamento via boletos. A condição foi divulgada como oferta de lançamento, mas acabou sendo retirada do site. Hoje, a empresa informa que novas condições serão anunciadas.

Indícios apontados pelo governo

Na análise técnica, o Ministério da Fazenda destacou quatro pontos que reforçam a suspeita:

• Cobrança para que o cliente atue como revendedor

• Venda de produto ainda não existente

• Uso de senso de urgência para acelerar adesões

• Dependência de novos clientes para manter o fluxo financeiro

Entre esses fatores, o principal foco está na venda antecipada sem produto disponível.

Investigação avança no Ministério Público Federal

O caso também passou a ser investigado pelo Ministério Público Federal, que abriu inquérito para apurar o modelo de negócio da empresa.

A apuração busca entender se a operação é sustentável ou se depende da entrada constante de novos participantes, característica típica de pirâmides financeiras.

O que disse a Lecar?

De acordo com Flávio Figueiredo Assis, não há irregularidades na companhia. Ele destacou ainda que a empresa opera de acordo com a legislação. O empresário informou também que, até agora, não recebeu notificação por parte dos órgãos fiscalizados.

A entrevista foi concedida para o site Autoesporte.

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