É possível ter freio de estacionamento eletrônico e ABS em freio a tambor? Veja como funciona
Os freios a tambor, hoje ainda usados nos eixos traseiros de muitos carros, podem até ser taxados como uma tecnologia ultrapassada. No entanto, ainda são considerados eficientes, especialmente por lidarem com apenas 30% do esforço de frenagem e por terem baixa manutenção. E ainda acompanham as últimas tecnologias.
Os sistemas de freio ABS (Anti-lock Braking System, ou Sistema Antitravamento de Freios) e controles de estabilidade (ESP) são totalmente compatíveis com os freios a tambor.
Freio a tambor convencionalFremax/Divulgação
Tecnicamente, a lógica de funcionamento é idêntica a dos freios a disco: os sensores usados pelos sistemas não monitoram o tipo de componente (disco ou tambor), mas sim a rotação e a iminência de travamento ou de cada roda.
Sensores de rotação instalados nos cubos das rodas levam informações constantes à unidade de comando do ABS e do controle de estabilidade.
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Caso a roda pare de girar durante uma frenagem brusca, a central reduz a pressão hidráulica naquela linha específica dezenas de vezes por segundo. Isso permite que o motorista mantenha o controle direcional do veículo, independentemente de o freio traseiro ser a tambor.
E o freio de estacionamento eletrônico?
Freio de estacionamento eletrônico pode ser acionado por botão ou ativado automaticamenteDivulgação/Fiat
Antes restrito a carros de luxo, o freio de estacionamento eletrônico (EPB) deixou de ser exclusividade de carros com freios a disco nas quatro rodas. Modelos nacionais recentes, como os Fiat Fastback e Pulse Abarth conseguiram aplicar o acionamento do freio por botão mesmo em sistemas tradicionais de freio a tambor no eixo traseiro.
A solução técnica substitui a tradicional alavanca e os cabos de aço por um motor elétrico acoplado diretamente ao conjunto do freio traseiro. Trata-se de um atuador que aplica a força necessária nas sapatas dentro do tambor de freio.
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O atuador do freio eletrônico a tambor fica por trás do espelho do tamborFernando Pires/Quatro Rodas
Além do conforto para o motorista, essa arquitetura elimina a necessidade de ajustes manuais periódicos, uma vez que o sistema é capaz de realizar a regulagem automática das lonas de freio.
Como funciona o atuador elétrico no tambor
Diferente dos sistemas com disco, onde o motor elétrico atua sobre o pistão da pinça, no freio a tambor o componente eletrônico é um pequeno motor instalado na parte externa do espelho do freio.
• Acionamento: ao pressionar o botão no console, o motor recebe corrente elétrica e movimenta o mecanismo interno de expansão das sapatas.
• Mecanismo: o conjunto utiliza engrenagens (muitas vezes de materiais plásticos de alta resistência) para converter o movimento rotativo do motor em força mecânica para pressionar as lonas contra o tambor.
• Vantagem Técnica: o sistema garante uma força de aperto constante e precisa, independentemente do desgaste dos componentes internos.
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Carros com freio a disco nas quatro rodas também têm tambor
Uma forma de garantir o freio de estacionamento em carros com freio a disco na traseira pode ser ter um segundo sistema de freio traseiro, usando um pequeno tambor de freio no centro do disco de freio traseiro, dentro do qual há duas sapatas de freio como nos freios a tambor tradicionais. Há outro sistema, em algumas marcas, que consiste de atuação mecânica da própria pinça.
Atuador do EPB é conjugado com as pinças do freio a tamborZF/Divulgação
Estes sistemas, porém, estão em desuso. Hoje, usa-se variações do sistema EPB que usa um sistema elétrico para aplicar a pressão necessária nas pinças dos freios a disco. Há, inclusive, o Front EPB, ou seja, um sistema de frenagem automática instalado no eixo dianteiro de carros com freio traseiro a tambor – que a Fiat não usou nos Fastback e Pulse por causa do custo mais elevado.
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Leia a materia completa na fonte original:
Ver no Quatro Rodas