Desvalorizou muito? Quanto vale o Citroën C3 do Longa Duração após 100.000 km
Se fôssemos anunciar nosso Citroën C3 First Edition 1.0 nos classificados de jornais, o texto seria mais ou menos assim: “Citroën C3 1.0 First Edition completo, pneus e embreagem novos, nove revisões feitas, histórico completo publicado na QUATRO RODAS, sem detalhes”. Custaria caro, por causa do tamanho, mas poderia ter um bom resultado. Quando vamos ao mercado de usados investigar quanto estão dispostos a pagar pelos nossos carros, porém, não podemos nos identificar. E ninguém olha o carro com os mesmos olhos que nós.
Nosso Citroën C3 First Edition 1.0 2022/2023 foi comprado em abril de 2023 por R$ 81.700 e hoje vale R$ 71.434, de acordo com a Fipe. Mas a realidade do mercado é outra.
O momento exato do fim da jornada do Citroën C3 no teste de Longa DuraçãoLeonardo Barboza/Quatro Rodas
Começamos a peregrinação de avaliação do nosso carro primeiro online. Na Kavak, ofereceram risíveis R$ 22.120 pelo nosso carro com 99.000 km (com 40.000 km seria R$ 54.839. Em seguida, paramos na loja de usados Sucess Motors, simulando a troca por um Chevrolet Onix Plus LTZ automático 2023/2024, e se dispuseram a pagar R$ 50.000 no nosso C3.
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Ainda visitamos três concessionárias Citroën da Região Metropolitana de São Paulo para avaliar nosso carro na troca por um C3 XTR 1.0, de R$ 96.990, que seria a versão mais próxima da configuração do nosso carro. A Dealer ofereceu R$ 52.000, enquanto a Sinal Vergueiro propôs R$ 50.000. Um cliente tenderia a fechar negócio com a Savol de São Caetano do Sul, que pagaria R$ 56.000 no nosso C3. Nenhuma loja se queixou da quilometragem.
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Nosso carro fez paradas em lojas e concessionárias na apuração do seu valor. A desvalorização foi de 31,4% na melhor ofertaLeonardo Barboza/Quatro Rodas
Lojas de outras marcas não pagaram mais. A VW Alta Vergueiro ofereceu R$ 45.000 no nosso carro na troca por um VW Polo Track 1.0. A Hyundai Caoa pagaria R$ 50.000 na troca por um HB20 Limited 1.0 e, por fim, a Fiat Amazonas do Ipiranga aceitaria nosso Citroën como uma entrada de R$ 52.000 na compra de um Argo Drive 1.0.
Uma semana após a cotação, a Kavak enviou uma mensagem via WhatsApp oferecendo R$ 44.858, mais que dobrando sua primeira oferta. Praticamente igualou ao valor proposto pela Volkswagen.
–Leonardo Barboza/Quatro Rodas
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Se a desvalorização entre o valor da compra e o da tabela Fipe agora foi de 12,6%, na comparação com a melhor oferta na troca por outro carro, a desvalorização foi de 31,4%. A defasagem com a Fipe também é alta, de 21,6%. Um sinal de que ainda vale a pena fazer uma peregrinação entre concessionárias na hora de comprar um carro é que a diferença entre a pior e a melhor oferta foi de quase 20%.
Teste derradeiro
Mesmo que não esteja com o prestígio em alta, nosso Citroën C3 mostrou ainda ter bastante saúde no último teste de desempenho, logo após completar os 100.000 km. O compacto cumpriu o 0 a 100 km/h em 16,4 segundos, sendo que no teste de 64.000 km havia cravado 16,8 s e no primeiro teste, 17,2 s.
–Leonardo Barboza/Quatro Rodas
Quanto ao consumo, o 1.0 chegou ao final do teste com consumo urbano de 14,6 km/l e rodoviário de 16,7 km/l. Não são números tão bons quanto os do teste anterior, quando fez 15,3 km/l e 17,9 km/l, respectivamente, mas houve uma discreta evolução na comparação com o teste aos 1.500 km, quando cravou 14,1 km/l em regime urbano e 16,6 km/l em regime rodoviário.
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Uma melhora é esperada, porque as partes móveis do motor e do câmbio estão assentadas, com menos resistência ao movimento. Isto, combinado a velas novas (trocadas aos 80.000 km), pneus novos (substituídos aos 86.000 km) e a manutenção em dia resulta em bom desempenho.
–Leonardo Barboza/Quatro Rodas
Por outro lado, o motor pode ficar mais ruidoso com o tempo. Foi o que aconteceu com o 1.0 6V Firefly do C3: o ruído em ponto morto aumentou de 44,1 dBA para 48,5 dBA e, quando em rotação máxima, passou de 66,5 para 74,6 dBA. Em movimento, registramos 65,7 dBA a 80 km/h e 70,5 dBA a 100 km/h quando novo, agora foram 66,8 dBA e 72,2 dBA, respectivamente.
Nas frenagens, só nas passagens de 60 km/h a 0 houve uma melhora significativa, passando de 15,6 m para 14,9 m. Os discos e pastilhas dianteiros foram trocados aos 70.000 km. O próximo passo é conferir peça por peça para saber se o Citroën C3 foi aprovado no teste de 100.000 km. Mas quem passou pelo Salão do Automóvel de São Paulo, encerrado em 30 de novembro, já teve a oportunidade de ver o carro completamente desmontado.
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Bolsa de Valores
• Valor em abril de 2023 R$ 81.700
• Valor atual do modelo novo R$ 96.990
• Valor do usado na tAbela fipe R$ 71.434
• Melhor oferta na simulação R$ 56.000
• Pior oferta na simulação R$ 44.858
Testes do Citroën C3
Aceleração
1º Teste 1.505 km
2º Teste 64.024 km
3º Teste 100.000 km
0 a 100 km/h
0 a 1.000 m
38,3 s – 132,3 km/h
38,1 – 135,5 km/h
37,8 s – 133,5 km/h
D 40 a 80 km/h
D 60 a 100 km/h
D 80 a 120 km/h
60/80/120 km/h a 0
15,6/27,5/63,7 m
14,6/25,9/60,6 m
14,9/27,1/63,4 m
Rodoviário
Ruído interno
Neutro/RPM máx.
44,1/66,5 dBA
50,4/71,6 dBA
48,5/74,6 dBA
80/120 km/h
65,7/70,5 dBA
67,8/72 dBA
66,8/72,2 dBA
Citroën C3 – 99.975 km
First Edition 1.0
3 cil., diant., transv., 999 cm3, 6V, aspirado, 75/71 cv a 6.000 rpm, 10,7/10 kgfm a 3.250 rpm
manual, 5 marchas, tração dianteira
R$ 1.824 (Perfil Quatro Rodas)
Até 100.000 km – R$ 7.518
Gastos no mês:
Combustível: R$ 1.272
No mês: 13,4 km/l com 9,3% de rodagem na cidade
Desde abril/23: 13,4 km/l com 31,5% de rodagem na cidade
Combustível:
flex (gasolina)
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Leia a materia completa na fonte original:
Ver no Quatro Rodas