Como o start-stop diferencia uma partida do zero de um religamento no trânsito
Com o sistema start-stop ligado, o motor tem um processo diferente de religamento se comparado a uma partida normal? – José Luiz Baltazar, Uberlândia (MG)
O start-stop tornou-se um importante item para quem busca eficiência energética no trânsito urbano, ajudando ainda as montadoras nos registros de emissões dos veículos. Embora pareça uma interrupção simples, porém, o religamento do motor esconde uma estratégia de engenharia que vai muito além de um motor de partida reforçado. A grande diferença entre dar a chave pela manhã e ver o carro despertar em um semáforo está na memória da central eletrônica.
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Em uma partida convencional, com o veículo totalmente desligado, o sistema de gerenciamento começa do zero. Segundo o engenheiro Erwin Franieck, conselheiro da SAE Brasil, nesta condição “o sistema de ignição e injeção precisa detectar o ponto morto superior de um dos cilindros para definir a próxima injeção e ignição”. Esse processo de reconhecimento gera um pequeno atraso e exige mais energia para tirar o conjunto da inércia.
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O cenário muda com o start-stop. Quando o carro para, o motor não apenas apaga; ele registra o último movimento. Franieck explica que o sistema “decora” a posição exata em que o cilindro parou no momento do desligamento. Assim, antes mesmo de o motor de partida ser acionado pelo alívio do pedal de freio, a central já identificou qual cilindro será o responsável por iniciar a combustão.
Essa antecipação permite ganhar milissegundos cruciais, garantindo uma repartida muito mais suave e silenciosa. O benefício prático é a redução drástica de vibrações e do desperdício de combustível que ocorreria em uma tentativa de ignição “cega”. Com essa inteligência, o sistema start-stop consegue mitigar o desgaste de componentes e otimizar o consumo, tornando a experiência na cidade menos ruidosa e muito mais sustentável para o bolso do motorista.
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