Com R$ 190 bilhões previstos até 2033, quais montadoras mais investem no Brasil?
Com o aporte de R$ 5 bilhões anunciado na última quinta-feira (26) pela Caoa para os próximos três anos em sua fábrica de Anápolis (GO), o setor automotivo nacional atinge a marca de R$ 189,3 bilhões em investimentos previstos até 2033. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Desse montante, cerca de R$ 140 bilhões provêm das montadoras, enquanto R$ 50 bilhões são alocados pelo setor de autopeças.
Assine as newsletters QUATRO RODAS e fique bem informado sobre o universo automotivo com o que você mais gosta e precisa saber.
Inscreva-se aqui
para receber a nossa newsletter
Aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril.
Cadastro efetuado com sucesso!
Você receberá nossa newsletter todas as quintas-feiras pela manhã.
A Stellantis lidera os aportes no país. O grupo anunciou em 2024 um plano de R$ 30 bilhões para o período entre 2025 e 2030, classificado como o maior da história da indústria automotiva na América Latina. O montante é destinado ao desenvolvimento de tecnologias híbridas, à modernização de fábricas e a 40 lançamentos, incluindo reestilizações e produtos inéditos. As novas gerações de Fiat Argo e Jeep Avenger estão confirmadas nesse pacote.
Nova geração do Jeep Avenger é um dos modelos confirmados no pacote de aportes da StellantisDivulgação/Jeep
A Volkswagen ocupa a segunda posição com um investimento de R$ 16 bilhões, também revelado em 2024 e válido até 2028. O recurso viabilizará o lançamento de 16 novos modelos no mercado brasileiro. Todos compartilharão a nova arquitetura MQB Hybrid, que permite a aplicação de sistemas híbridos leves e híbridos plug-in, reduzindo os custos de produção em escala.
Continua após a publicidade
Projeção da picape VW Tukan, que pode se beneficiar da nova plataforma modular para híbridosKolesa/Volkswagen
O terceiro maior montante é da Toyota, que confirmou R$ 11 bilhões em 2024. A estratégia da marca japonesa inclui a produção do SUV compacto Yaris Cross e de uma inédita picape híbrida flex construída em monobloco. O plano contempla ainda a nacionalização do sistema híbrido plug-in flex, reduzindo a dependência de componentes importados.
Produção do Yaris Cross e nacionalização do sistema híbrido plug-in flex são focos da marca japonesaDivulgação/Toyota
Continua após a publicidade
Os três maiores anúncios ocorreram em 2024, impulsionados pela sanção do Programa Mover (Mobilidade Verde e Inovação) pelo governo federal. A iniciativa atua como um catalisador para a descarbonização e a inovação tecnológica no setor, garantindo segurança jurídica para as matrizes liberarem as verbas.
Para Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea na época, a atração de investimentos exige previsibilidade, algo assegurado pelo Mover e pela recomposição do Imposto de Importação para veículos eletrificados. Ele destaca que o programa estabelece uma política de incentivos focada na produção local e pesquisa e desenvolvimento, com ênfase na descarbonização.
Veja abaixo as montadoras que mais investirão no Brasil até 2033 (MDIC):
• Stellantis: R$ 30 bilhões
• Volkswagen: R$ 16 bilhões
• Toyota: R$ 11 bilhões
• Great Wall (GWM): R$ 10 bilhões
• GAC Group: R$ 7,8 bilhões
• General Motors: R$ 7 bilhões
• Hyundai: R$ 5,5 bilhões
• BYD: R$ 5,5 bilhões
• Renault: R$ 5,1 bilhões
• Caoa Chery: R$ 4,5 bilhões
• Honda: R$ 4,2 bilhões
• Mitsubishi (HPE): R$ 4 bilhões
• Nissan: R$ 2,8 bilhões
• BMW: R$ 1,1 bilhão
Publicidade
Leia a materia completa na fonte original:
Ver no Quatro Rodas