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Carro blindado usado: como escolher um seminovo e garantir revenda acima da tabela

Carro blindado usado: como escolher um seminovo e garantir revenda acima da tabela

O aumento do número de blindados no Brasil, nos últimos cinco anos, fez também movimentar a oferta de seminovos com essa proteção. Não apenas como uma decorrência natural de eles serem trocados por seus proprietários após alguns anos de uso, mas também pelo interesse de compradores que, até então, viam esse tipo de veículo como algo inacessível. “Temos um mercado de seminovos bastante aquecido. Quem pensa em blindar um carro hoje vai ter liquidez, vai ter facilidade na venda. Com o valor de um popular zero-km hoje, dá para comprar um seminovo blindado. E, quando (o consumidor) começa a ter acesso ao blindado pelo seminovo, ele não quer sair mais”, afirma Marcelo Silva, presidente da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin).

Não há dados oficiais sobre blindados usados à venda atualmente no país. Mas é possível ter uma ideia por meio de plataformas como a Webmotors. No início de novembro, o site listava 14.875 veículos do tipo, sendo 10.830 apenas na cidade de São Paulo. Entretanto, para garantir um bom negócio na hora da revenda, é preciso se atentar a algumas dicas dadas por especialistas ouvidos por QUATRO RODAS (veja abaixo), que vão desde a escolha da blindadora até detalhes da documentação que deve ser mantida em ordem para garantir a valorização do veículo.

Como o Exército brasileiro controla a fabricação e a aplicação de todos os materiais utilizados na blindagem, não faltam informações para os atuais e futuros proprietários. “Nós somos o único país que tem essa rastreabilidade; o cliente tem a descrição de tudo o que foi aplicado em seu veículo, porque pode acontecer uma colisão dali a dois meses e alguém passar por uma funilaria que tira um pedaço dessa proteção do carro”, observa Andreia Canassa Volpato, fundadora da Proacta Assessoria Documental, que auxilia empresas a obter cerca de 2.500 autorizações de blindagem/mês.

A especialista também reforça a importância de escolher bem a marca e o modelo do carro, sempre pensando em passá-lo adiante com a blindagem, já que retirar esse tipo de proteção não é vantajoso financeiramente. “Ele tem que passar por uma vistoria reversa para tirar essa informação do documento, o que gera um custo muito alto”, afirma Andreia Volpato.

Divulgação/Quatro Rodas

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Modelos muito exclusivos ou esportivos tendem a ter aceitação reduzida, na opinião de Erick Winston, advogado que atua há mais de 20 anos com revenda de automóveis e hoje é sócio-proprietário da First Line, especializada em Land Rover. “Um carro premium com dez anos de uso já não tem um mercado tão aquecido. Quando ele é blindado, tem ainda menos compradores. Agora, se o carro é de uma marca que tem menos eletrônica, menos coisas para dar problema com o passar do tempo, como uma Toyota, ele acaba desvalorizando menos. E o mesmo vale para os veículos que são blindados”, avalia.

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Para Winston, houve uma mudança recente no mercado de seminovos. “Durante muito tempo, a gente percebia que um veículo blindado custava mais do que o mesmo veículo sem blindagem até os cinco primeiros anos. No quinto ano, eles praticamente igualavam (o preço). Mas, agora, principalmente para veículos comuns, do dia a dia, mesmo depois de cinco anos, eles tendem a estar com um valor de venda maior do que os sem blindagem”, observa o especialista, destacando que esse valor a mais fica em torno de 10%, podendo chegar a 20%, a depender do veículo.

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De olho na revenda

• Blindadora – Um serviço malfeito ou realizado por uma empresa pouco consolidada pode desvalorizar bastante o veículo na hora da revenda. Os materiais podem até ser os mesmos, mas a aplicação ainda é um processo artesanal, o que gera diferenças na qualidade e na manutenção.

• Documentação – Ao comprar um seminovo, é obrigatório receber a Declaração de Blindagem, emitida pelo Exército. Também é recomendável exigir a Autorização de Blindagem, documento prévio que detalha os tipos e marcas dos revestimentos utilizados, além dos comprovantes das revisões da blindagem.

• Detran – Certifique-se de que o veículo está devidamente regularizado junto ao Detran local, com o campo “modificação” preenchido como “blindado”. Essa informação pode ser verificada no Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) digital.

• Test-drive – Em um seminovo, é fundamental dirigir o carro com atenção a ruídos que podem surgir com o tempo em veículos blindados. Muitos deles podem ser resolvidos com uma revisão em uma blindadora de confiança. Também é importante verificar se há delaminação (formação de bolhas) nos vidros.

• Sinistros – Se o veículo passou por batidas ou colisões, o cuidado deve ser redobrado. Reparos feitos sem os procedimentos corretos podem comprometer a efetividade da proteção balística. Antes da compra, é recomendável realizar uma vistoria com empresa ou profissional experiente para garantir que a blindagem original permanece intacta.

• Intermediário – Na compra direta com o proprietário, a transferência segue os trâmites normais de qualquer veículo usado. Já no caso de concessionárias ou revendedoras, o estabelecimento é responsável por garantir que a blindagem esteja intacta e pode ser responsabilizado em caso de problemas.

Fontes consultadas: Andreia Canassa Volpato (Proacta Assessoria Documental); Erick Winston (First Line); Marcelo Silva (Abrablin). Agradecimento à Blinda Tech.

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