Aston Martin Valhalla tem 1.079 cv e desembarca no Brasil por quase R$ 14 milhões
Há mais um hipercarro híbrido no Brasil. A primeira unidade do Aston Martin Valhalla destinada ao mercado brasileiro já desembarcou no país. Trata-se do chassi número 059, pintado na cor verdant jade, o primeiro de um lote estimado em 10 carros que virão para o Brasil ainda em 2026, cada um com preço girando em torno dos R$ 14 milhões.
Apresentado inicialmente como o conceito AM-RB 003, em 2019, o Valhalla posiciona-se logo abaixo do Valkyrie, um hipercarro dedicado às pistas. O Valhalla é um carro de rua, mas com a mesma tecnologia e praticamente o mesmo desempenho. O Valkyrie, porém, não vem para o Brasil.
–Henrique Rodriguez/Quatro Rodas
O principal dos quatro motores deste carro é um V8 4.0 biturbo, instalado em posição central-traseira. Este motor é fornecido pela Mercedes-AMG mas profundamente modificado pela Aston Martin. Tem virabrequim plano, sistema de lubrificação por cárter seco e turbocompressores otimizados que trabalham com até 3 bar de pressão. Sozinho, ele gira até 7.200 rpm para gerar 828 cv.
O desempenho, no entanto, ainda depende de três motores elétricos. Um deles está integrado à transmissão de dupla embreagem de oito marchas, atuando como motor de partida e gerador. Os outros dois estão no eixo dianteiro, provendo tração integral e vetorização de torque.
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–Henrique Rodriguez/Quatro Rodas
A potência combinada do sistema atinge 1.079 cv, com um torque máximo de 112,2 kgfm. Essa força permite ao Valhalla acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 2,5 segundos, com velocidade máxima de 350 km/h.
A transmissão traz uma curiosidade técnica focada na redução de peso: não existe marcha a ré física no câmbio. A manobra é realizada exclusivamente pelos dois motores elétricos dianteiros, que giram ao contrário. Em modo puramente elétrico, o esportivo entrega 251 cv e roda curtas distâncias. A bateria tem apenas 6 kWh e pode ser recarregada externamente por meio de uma tomada instalada na espinha dorsal do carro.
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–Henrique Rodriguez/Quatro Rodas
–Henrique Rodriguez/Quatro Rodas
O desempenho do Valhalla depende gerenciada por uma aerodinâmica ativa inspirada na Fórmula 1. O sistema Integrated Vehicle Dynamics Control (IVC) ajusta a asa traseira, a suspensão e os flaps dianteiros em tempo real. A suspensão dianteira utiliza o arranjo pushrod, enquanto a traseira é multilink, ambas montadas em subchassis de alumínio conectados ao monocoque de fibra de carbono.
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–Henrique Rodriguez/Quatro Rodas
Com 4,72 m de comprimento, 2,20 m de largura e apenas 1,16 m de altura, o Valhalla tem porte de protótipo de pista e é colado ao chão — o vão livre do solo é de apenas 10 cm. O peso total é de 1.655 kg, contido para um híbrido plug-in, graças ao uso extensivo de carbono na carroceria. Os freios de cerâmica Brembo são de série.
–Henrique Rodriguez/Quatro Rodas
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O interior segue a filosofia de foco total no piloto, com posição de dirigir baixa e pedais elevados, remetendo aos monopostos de competição. O cockpit é minimalista, dominado por fibra de carbono exposta e telas digitais compactas para instrumentação e multimídia.
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A produção global do Aston Martin Valhalla é limitada a 999 exemplares. Com a chegada da unidade chassi 059, o Brasil se consolida como um mercado relevante para a marca na América do Sul, recebendo cerca de 1% de toda a produção mundial do modelo. Não há mais a possibilidade de encomendar novas unidades e apenas uma das encomendadas no Brasil ainda não foi configurada pelo comprador.
–Henrique Rodriguez/Quatro Rodas
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