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10 carros usados com manutenção barata e fácil para comprar sem medo

10 carros usados com manutenção barata e fácil para comprar sem medo

Decifrar o passado de um carro usado para entender os defeitos que já teve e prever os próximos é um desafio e tanto. Mas isso pode ser facilitado quando a busca é por um carro que não tem histórico de defeitos.

Sim eles existem. A seguir, separamos 10 carros usados reconhecidos por não dar dor de cabeça aos seus proprietários e por suportar bem as árduas condições de uso brasileiras.

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É claro que não existe carro perfeito, mas estes têm poucos defeitos e os que costumam apresentar são facilmente notados, dificilmente podem ser maquiados e não costumam custar caro para serem solucionados.

Fiat Palio Fire

Divulgação/Fiat

O Fiat Palio era um carro moderno quando foi lançado no Brasil, já em 1996. Tinha airbags, uma variedade de motores 16V, chave codificada, zonas de deformação programada e até rádio integrado ao painel, um luxo naqueles tempos. Mas conforme os anos foram passando o Palio foi ganhando versões mais simples, ao mesmo tempo que teve seu projeto evoluído e validado em vários aspectos.

Divulgação/Fiat

Independente do ano do modelo, um Fiat Palio Fire será um carro simples (com sorte, terá ar-condicionado, direção hidráulica e vidros elétricos dianteiros), porém robusto. O motor 1.0 Fire, lançado no Brasil em 2000, é robusto e barato de manter. É preciso ficar atento apenas à limpeza do corpo de borboleta (TBI): sujeira obstrui o sensor de pressão e o carro perde força.

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Também é importante acompanhar o desgaste das velas, o estado das bobinas e dos cabos de vela.

Hyundai HB20

Faz 10 anos que o Hyundai HB20 foi lançado no Brasil e não houve grandes alterações mecânicas até hoje, especialmente nas versões 1.0. Por sinal, este foi o primeiro três cilindros 1.0 flex e tem baixo consumo de combustível e entrega bom desempenho. Além disso, por ser um carro fabricado apenas no Brasil, a maioria das peças tem preço na média do segmento.

Hyundai foi multada pelo Procon-SP descumprir o artigo 18 do Código de Defesa do ConsumidorChristian Castanho/Quatro Rodas

Não é um carro totalmente à prova de defeitos, porém. Há muitos relatos de imprecisão no marcador de combustível, defeito na bobina de ignição que faz o motor falhar e especialmente para o comportamento da suspensão traseira, que nos primeiros anos arriava com o carro cheio e fazia a suspensão chegar ao fim de curso com o Hyuyndai em movimento.

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Toyota Etios

Versão XS se diferencia da X pelo motor 1.5, multimídia e piloto automáticoChristian Castanho/Quatro Rodas

Não é bonito, mas é um Toyota e isso por si só justifica a boa fama do Etios. Foi um carro criado para ser simples e barato, mas não abriu mão da confiabilidade para alcançar seus objetivos. Só da beleza, mesmo.

Motor 1.3 16V tem 98 cv e 13,1 mkgfChristian Castanho/Quatro Rodas

As principais reclamações do Toyota são de defeitos bobos, como barulho no acabamento e na suspensão, que pode ser resolvido com a troca dos embuchamentos. Há problemas de desgaste prematuro da embreagem, mas apenas nas unidades fabricadas entre 2012 e 2015, quando trocou o acionamento por cabo pelo sistema hidráulico.

Toyota Yaris

Em versão hatch e sedã, o Yaris tem opção dos dois motores do EtiosChristian Castanho/Quatro Rodas

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O Toyota Yaris goza das mesmas qualidades do Etios. Afinal, é baseado na mesma plataforma e usa os mesmos motores 1.3 e 1.5 flex. Mas é mais bonito, equipado e moderno.

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A maioria das reclamações são cosméticas, relacionadas ao desgaste do volante e quebra da capa do motor. Um defeito mais notável está relacionado a falha no alternador, levando a pane elétrica. Mas não é algo que chegue a ser crônico.

Chevrolet Onix (primeira geração)

Christian Castanho/Quatro Rodas

Vendida no Brasil entre 2012 e 2021, a primeira geração do Chevrolet Onix provou ser um carro robusto e econômico nos últimos 10 anos e isso o torna um dos carros com melhor revenda entre os usados. O mais importante é que basta escolher bem para comprar um bom Onix.

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Isso porque há muitas unidades do Chevrolet que ou foram de locadora ou foram usados por motoristas de aplicativo. Ou seja, são carros mais rodados e submetidos a situações nem sempre ideais. Mas o carro, em si, não é problemático.

Porta-malas traz sempre 280 litrosChristian Castanho/Quatro Rodas

Há de se ficar atento, porém, em desgaste precoce do atuador da embreagem, que acaba endurecendo o pedal, e também em ruídos no sistema de direção hidráulica (unidades 2012 a 2016). Os motores quatro cilindros 1.0 e 1.4 são da longeva Família 1, porém modernizados com direito a uma bobina por cilindro, e não têm problemas crônicos.

Hyundai Creta

CretaPedro Bicudo/Quatro Rodas

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Talvez o mais caro da lista, o Hyundai Creta continua sendo uma excelente compra no mercado de usados mesmo quando o espaço interno e o pacote de equipamentos está em segundo plano. Por sinal, foi um dos carros mais robustos que já passaram pelo nosso teste de Longa Duração.

É preciso, porém, ficar atento ao funcionamento do ar-condicionado (o selo do compressor pode ser rompido e o sistema deixa de funcionar) e a barulho semelhante ao de uma máquina de costura no motor 1.6: é sinal de que o variador de fase perdeu o sincronismo das válvulas e esse conserto pode superar os R$ 10.000.

Renault Logan/Sandero/Duster 1.6 MT (primeira geração)

É uma escolha um tanto específica, mas desta forma elimina-se o baixo desempenho do motor 1.0 e também o câmbio automático de quatro marchas. E também a segunda geração, que teve problemas de desaparecimento do óleo do motor 1.6 16V fornecido pela Nissan – que passou a equipar o Duster em 2017.

Marco de Bari/Quatro Rodas

Os primeiros Sandero e Logan (de 2006 a 2013) usaram apenas motores Renault: o 1.6 8V Hi-Power e o 1.6 16V (único disponível no Duster). É preciso cuidado especial com o estado da correia dentada e de seu tensionador: caso ela se rompa, os danos nas válvulas vão exigir retífica do cabeçote. O problema pode ocorrer tanto no 1.6 16V (pelo ângulo de trabalho das válvulas) como no 1.6 8V Hi-Power (pela taxa de compressão mais alta). Chiados estranhos indicam o problema, que pode estar nas polias.

Na compra, atenção ao engate das marchas, que tem que ser suave e preciso ou é provável que os coxins da transmissão estão rompidos. Barulho ao rodar é indício de folgas no conjunto de suspensão e direção. É importante pedir a um mecânico para conferir a pressão dos cilindros, devido à carbonização no motor.

Nissan Versa

Um bom carro que acabou caindo no gosto dos motoristas de aplicativo e, por isso, é importante estar atento à quilometragem e ao estado de conservação dos Nissan Versa disponíveis. O desgaste da espuma do banco traseiro é o melhor indicador de um passado nos aplicativos de transporte.

Um problema crônico e já abordado na seção Autodefesa é o desgaste do revestimento do volante. Atente a trepidações nas arrancadas (indício de desgaste da embreagem) e ao engate de todas as marchas, especialmente a ré e a quinta: em alguns casos o trambulador pode apresentar problemas. Na suspensão, observe se há vazamentos nos amortecedores e o estado de batentes, buchas e bieletas. Ruídos anormais são indícios de que esses componentes chegaram ao fim da vida.

Volkswagen Up!

A fama de ser econômico e ter uma estrutura robusta e segura fazem o Volkswagen Up! ser um carro procurado (e valorizado) no mercado de usados. Seu motor três-cilindros 1.0 12V não tem tantos mistérios, pois foi compartilhado com Fox, Gol e segue vivo no Polo.

Mas o maior ponto de atenção do Up! está justamente no motor. Uma falha na junta de vedação da bomba d´agua, integrada à carcaça da válvula termostática, causa vazamentos do fluido de arrefecimento. Confira também o estado da correia responsável pelo seu acionamento.

Outro problema crônico em carros com mais de 50.000 km é uma leve trepidação do pedal de embreagem, por falta de lubrificação no eixo que aciona o sistema hidráulico da embreagem. Mas só vale à pena mexer nisso quando for trocar a embreagem. Trepidação nos freios, porém, é indício de empenamento dos discos.

No caso das versões TSI, é importante atentar ao passado do carro. Ele pode ter sido remapeado para ter mais potência. Além disso, os primeiros TSI têm relatos de vazamento de óleo na turbina, devido a uma falha no retentor. O problema já foi relatado na seção Autodefesa. Fuja de turbinas que foram modificadas.

Honda Fit (segunda geração)

O Honda Fit é daqueles carros que não acabam. Basta ver a quantidade de carros da primeira geração (2003 a 2008) que ainda estão rodando pelo Brasil em excelente estado. Mas vamos nos ater aos carros da segunda geração, fabricados até 2014.

Como na maioria dos japoneses, o Fit usa tuchos sólidos para acionar as válvulas, exigindo atenção especial. Válvulas com folgas irregulares apresentam ruídos e comprometem o consumo e o desempenho. O plano de revisões da Honda contempla ajuste dos tuchos a cada 40.000 km. A troca do óleo do câmbio automático deve ser feita a cada 80.000 km.

Por ser firme e de curso curto, vale a pena conferir o estado da suspensão, especialmente das buchas, batentes e amortecedores, que podem estar sem ação e ter vazamentos.

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